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Limites da ética no monitoramento das atividades no PC

Sem fornecer detalhes e normas para o comportamento no uso das ferramentas de trabalho, não há como a empresa depois cobrar certas posturas do funcionário

Tony Bradley, PC World/EUA

22/02/2010 às 13h55

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Uma escola no estado da Pensilvânia, Estados Unidos, foi destruída pelo fogo e está enfrentando ações legais sob alegações de que está espiando os alunos em suas casas, utilizando os notebooks entregues pela própria escola.

As organizações podem, e por muitas vezes devem, monitorar as atividades realizadas em suas propriedades (computadores e redes), mas muitas vezes a ética acaba ficando de lado.

Este colégio pode ter achado que tinha o direito de monitorar as atividades dos alunos, pois os notebooks foram comprados pela escola. Porém, se as alegações forem válidas contra o colégio, isso significará que eles ultrapassaram a linha de educadores e de alguns fatores legais, monitorando sem aviso ou consenso.

Hoje em dia muitas escolas estadunidenses estão adotando um programa de laptops, onde os alunos recebem um notebook para realizar as tarefas escolares em casa também. E monitorar o PC e o acesso a internet é vital para saber se os alunos estão usando as ferramentas da escola de modo correto.

Mas seria correto um funcionário ou parente monitorar o PC? Este é um problema ético que está sujeito a interpretações individuais. Uns podem chamar isso de responsabilidade e outros de invasão de privacidade.

Para administradores de rede a primeira questão a considerar é “você sabe o que seus empregados estão fazendo online?” E a segunda questão seria “você tem direito ou obrigação de saber o que seus funcionários estão fazendo online?”

Para as empresas, monitorar um PC ou a atividade na rede é uma prática forma de melhorar a produtividade dos funcionários, proteger os dados da empresa e fornecer sistemas eficientes.

O desafio é implantar um sistema de monitoramento que proteja a empresa, sem prejudicar a privacidade individual dos funcionários que estão sendo monitorados. O ideal é criar - de acordo com as políticas de privacidade e uso estabelecidas em seu País – um termo com normas de uso e ética no trabalho e fazer com que os funcionários tenham ciência disso, assinando o acordo.

Sem fornecer detalhes e normas para o comportamento no uso das ferramentas de trabalho, não há como a empresa depois cobrar certas posturas do funcionário. Vale levar em consideração à ética, responsabilidade e privacidade individual de cada empregado.

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