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Lógica aplicada em games ajuda no desenvolvimento de marcas

Painel da Web 2.0 Expo instruiu empresas a usarem mecanismos de jogos – como pontos e recompensas - para fidelizar usuário.

Computerworld/EUA

23/04/2008 às 18h04

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Videogame não é apenas brincadeira de criança. Essa foi a mensagem de um painel da Web 2.0 Expo, que instruiu as empresas a usarem mecanismos de jogos – como rankings de pontos, competições e recompensas - para manter os usuários online interessados no produto ou serviço que querem vender.   

“O design dos jogos deve ser o mais poderoso do planeta”, disse Gabe Zichermann, CEO da ChroniQL, criadora da aplicação online Rmbr, que combina jogos a compartilhamento de fotos.

“É a única força que, sem a ameaça de violência, pode fazer as pessoas fazerem coisas irracionais em base regular”, observa o executivo.

Ele aponta que o sucesso de redes sociais, como o Facebook, vem do fato de elas serem a “sala de troféus” onde os usuários podem avaliar os outros pelo número de amigos que eles têm e pelo número de jogos que eles ganharam.

“Estamos todos em uma batalha eterna por status – a melhor casa, a esposa mais bonita, o filho com mais honras”, disse ele. “No mundo das redes sociais, é socialmente aceitável mostrar seus troféus para os outros. Cada vez que ganho um, meus amigos recebem um alerta de status”.

Para tornar o aplicativo divertido, as empresas devem adicionar desafios e rankings de pontuação, porque diante destes recursos as pessoas passam a “mudar de comportamento”.
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Rajat Paharia, CEO da Bunchball, que ajuda as empresas a engajar usuários na internet via mecanismos de jogos – como ganhar pontos por acrescentar um amigo ou conteúdo em um post ou fórum – concorda que as técnicas dos games tocam em um ponto crucial, que é a necessidade humana por realizações.

A Bunchball ajudou a NBC com uma campanha para a série “The Office” que permitia aos usuários entrar para o seu próprio escritório online e ganhar salários pelo upload de fotos e vídeos.

“Eles pagam dinheiro falso para as pessoas fazerem trabalho real. Isso é incentivo”, ele apontou. “Isso faz com que as pessoas realmente se sintam parte da experiência The Office”.

Chris Chapman, arquiteto de software sênior da Areae, que trabalha em tecnologias de mundos virtuais, diz que o reconhecimento cognitivo da marca é muito maior no ambiente de jogo que em uma propagando de TV, por exemplo. “É um experiência ativa”, ele destaca.

Entre as dicas para utilizar os jogos como uma ferramenta de relacionamento eficaz constam ter como objetivo principal a diversão; não recompensar coisas como pageviews ou cliques, pois isso pode derrubar o servidor; oferecer múltiplas formas de reconhecimento – como rankings gerais e um só para um determinado grupo de amigos; oferecer novas recompensas para manter o interesse; e nunca penalizar ninguém.

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