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MacBook: ausência de FireWire causa polêmica

A Apple manteve uma porta FireWire 800 no MacBook Pro, mas removeu o recurso dos novos MacBooks. E os consumidores não gostaram nada disso.

Gregg Keizer/Computerworld EUA

17/10/2008 às 14h45

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Compradores de notebooks da Apple, descontentes com o fato de a companhia remover o FireWire de alguns de seus novos MacBooks, estão deixando suas frustrações à mostra em um fórum de suporte da empresa, em centenas de mensagens.

Poucos minutos após o CEO da Apple, Steve Jobs, anunciar o novo MacBook em Cupertino esta semana, alguns usuários abriram diversos tópicos no fórum reclamando da omissão da porta FireWire no notebook.

“A Apple estragou tudo sem a porta FireWire”, disse Russ Tolman, que iniciou uma discussão que terminou a quinta-feira com mais de 200 mensagens e vista mais de 5 mil vezes. “Sem FireWire no MacBook, sem MacBook para mim”, adicionou Simon Meyer, em outra mensagem.

As duas novas configurações do notebook, com preço de 1.299 e 1.599 dólares, têm duas portas USB 2.0, como os modelos anteriores, mas não a FireWire 400 comum a seus antecessores. FireWire é o nome da Apple para a interface IEEE 1394 de transferência de dados. Ironicamente, a Apple foi uma das principais incentivadoras do padrão e uma das primeiras a adotar a tecnologia e ajudar no seu desenvolvimento, no final dos anos 80.

Os primeiros Macs com FireWire vieram em 1999, quando Jobs anunciou a tecnologia na conferência MacWorld. “Pensem no FireWire como o USB, mas em vez de rodar a 12 megabits por segundo, ele vai a 400 Mbps”, afirmou, na época. “E já é um padrão da indústria”.

Muitos dos usuários que relataram sua insatisfação nos fóruns da Apple são fotógrafos, cinegrafistas ou músicos que usam o FireWire para conectar hardware distinto ao Mac, de câmeras e filmadoras digitais a baterias eletrônicas. Outros estavam desapontados com o fato de não poderem mais conectar seus discos externos FireWire aos novos MacBooks.

E outras tantas mensagens citam o fato de que os novos MacBooks não podem ser conectados a outros Macs como Target Disk Mode (TDM), um procedimento que serve para recuperar arquivos de um computador com problemas e também para ajudar na migração de uma máquina para outra, copiando arquivos e configurações entre Macs.

Embora o topo de linha MacBook Pro, também renovado pela Apple, inclua uma porta FireWire 800, os usuários reclamam mesmo da falta da porta nos modelos mais econômicos.

“Remover o FireWire do MacBook serve apenas para forçar as pessoas a comprar o MacBook Pro”, disse um usuário identificado como “miniconvert”. “Não preciso do teclado com iluminação, tela de 15” ou qualquer outra pequena mudança oferecida que o Pro tem. Estou feliz em sacrificar velocidade e desempenho para economizar algum dinheiro. Preciso de FireWire para importar vídeos da minha filmadora e fazer upload para o YouTube, gravar um DVD ou o que eu quiser”.

Outros consumidores notaram o fato de que o MacBook antigo, que agora será vendido por 999 dólares, ainda inclui uma porta FireWire.

Demais tópicos sobre a falta do FireWire geraram inúmeras mensagens, incluindo algumas que cobram a Apple para declarar suas intenções em relação ao padrão ou repensar sua decisão. “O MacBook Pro tem FireWire 800”,  afirmou Ross Corsair, que disse usar Macs em sua pequena empresa de edição de vídeos. “Mas custa 1.000 dólares a mais. E será que o FireWire 800 vai existir na próxima linha de computadores da Apple? Eu ia comprar um novo Apple, mas não vou mais.”

A Apple já removeu tecnologias de computadores antes. A mais famosa foi quando abandonou o drive de disquetes de 3,5” em favor de drives internos de CD-ROM, com o iMac original.

A companhia não retornou um pedido de entrevista para comentar as reações dos usuários em relação à falta do FireWire nos MacBooks.

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