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Maior parte dos donos de smartphones usa apps que informam localização

Usuários se preocupam com segurança online, mas baixam programas que podem colocá-la em risco. É o paradoxo da privacidade, afirmam especialistas.

IDG News Service

04/04/2012 às 12h16

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Quase 60% dos usuários de smartphone utilizam aplicativos que têm acesso à sua localização, apesar de se preocuparem com potencial invasão de privacidade. A constatação surge de estudo da ISACA, uma organização sem fins lucrativos para gerência de riscos, que ouviu mil consumidores no último mês.

A maioria dos entrevistados teme que agências de publicidade obtenham informações pessoais guardadas no celular, mas também lembra os possíveis problemas para a sua segurança pessoal. 

Esta semana muito se falou sobre o aplicativo Girl Around Me – já retirado do ar - cujos recursos serviam muito bem a quem gostaria de perseguir um internauta. Ele cruzava os dados do Foursquare e do Facebook e mostrava o local onde a pessoa estava.

Pesquisadores se dizem perplexos por verificar que muitos usuários continuam utilizando softwares que os deixam desconfortáveis. Ryan Calo, da Universidade de Stanford, na Inglaterra, diz que esse comportamento é tão comum que até já ganhou um nome: paradoxo da privacidade.

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A adoção de aplicativos de geolocalização tem crescido, por mais que as informações exibidas por eles sejam bastante sensíveis e facilitem a identificação de um usuário em especial.

“Se você pensar perceberá que a maioria de nós costuma passar grande parte do dia no trabalho, em um local, e a noite em casa, em outro”, afirmou Aaron Brauer-Rieke, membro do Centro pela Democracia e Tecnologia. “Portanto, depois de dois dias fica fácil descobrir a quem estes detalhes se referem.”

Especialistas sugerem que o interesse sobre novas tecnologias acaba se sobrepondo às preocupações com privacidade. “Esses softwares são muito úteis, e penso ser natural que sejamos atraídos por eles. No entanto, também é natural que tentamos entender como eles lidam com nossas informações”, disse Brauer-Rike.

Ainda assim, segundo a ISACA, metade dos consumidores ouvidos não sabia quais dados eram coletados pelos programas ou como eles os compartilhavam.

 

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