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Mais finos, mais eficientes e com “touch”: Intel redefine os Ultrabooks

Máquinas deverão ter telas sensíveis ao toque compatíveis com os gestos do Windows 8, melhor autonomia de bateria e estar prontas para vídeo sem fios e comandos de voz.

Michael Brown, PCWorld EUA

04/06/2013 às 13h44

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Os novos processadores Intel Core de 4ª Geração, conhecidos pelo codinome Haswell, são mais do que rápidos e eficientes. Eles também dão à sua fabricante uma oportunidade para redefinir os requisitos básicos para um “Ultrabook”. Espere ver em breve máquinas ainda mais finas, com suporte direto a gestos no Windows 8 e autonomia de bateria maior.

A Intel formulou o conceito de Ultrabook no final de 2011 quanto ficou claro que os tablets com processadores ARM estavam roubando uma fatia de mercado dos notebooks tradicionais. E a especificação do que é um Ultrabook é atualizada a cada vez que a Intel lança uma nova plataforma para sistemas portáteis. A definição original era um tanto vaga, mas com o Haswell a Intel está começando a controlar mais as coisas.

Agora um Ultrabook precisa ter uma tela sensível ao toque, e a Intel está encorajando os fabricantes a criar máquinas conversíveis com um design “dois em um”, com telas que podem ser destacadas e transformadas em tablets. Além disso, nenhum Ultrabook pode ter mais de 23 mm de espessura, e precisa ter hardware pronto para controle por voz.

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O HP Envy TouchSmart 14 é uma das primeiras máquinas
a se encaixar na nova definição de Ultrabook

Os requisitos de bateria também foram modificados: as máquinas precisam ter uma autonomia de pelo menos seis horas de reprodução de vídeo em Full HD, 9 horas com o Windows “parado” (máquina ligada, mas não em uso) e pelo menos 7 dias em standby. E um Ultrabook precisa “acordar” do modo de hibernação em menos de três segundos.

Além do suporte a redes sem fio, os Ultrabooks agora também precisam suportar a tecnologia Intel Wireless Display, para transmitir vídeo para uma TV ou receiver compatível sem fios.

Por fim, todos os Ultrabooks devem vir com uma solução antivírus e antimalware instalada e ter suporte às tecnologias antifurto e de proteção à identidade da Intel (é por isso que a Intel gastou US$ 7.6 bilhões para comprar a McAfee em 2010).

É bom ver a Intel exigindo mais dos Ultrabooks, mas vários dos requisitos na especificação não são um grande desafio. O MacBook Air, da Apple, tem apenas 17,2 mm de espessura na parte mais grossa, e vem com recursos avançados como uma interface Thunderbolt. A especificação da Intel sequer exige uma interface USB 3.0. E porque não há um requisito de resolução mínima da tela, ou de que um Ultrabook tenha a melhor GPU integrada da Intel - a Iris Pro Graphics 5200 - ou uma GPU discreta? Estamos procurando as respostas.

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