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Melhore seus gráficos para usar em apresentações

Dicas simples para deixar seus gráficos mais atraentes e que contem uma boa história, independente do programa que foram feitos.

Terri Stone, Macworld/EUA

11/08/2008 às 14h56

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Você provavelmente já viu uma apresentação de PowerPoint ou leu algum relatório financeiro que tinha um gráfico chato, muito chato. Aposto que ele era azul, vermelho e amarelo com um fundo cinza com linhas. No máximo, alguém colocou um efeito 3D para deixá-lo mais agradável. E talvez você se culpe por criar algum gráfico desses de vez em quando.

Entretanto, não é difícil melhorar suas habilidades em criar infográficos, ou gráficos informacionais. Tem que saber combinar direito as palavras, números e imagens que contem uma história com rapidez e objetividade – gráficos de pizza, de barras e de linhas são alguns exemplos. E embora falemos aqui em “gráficos”, não precisa de nada além dos programas de escritório que você já tem para fazer apresentações e relatórios menos óbvios e diretos ao ponto. Então, aqui vão as dicas de design básicas para que você crie gráficos bonitos, independente do aplicativo que estiver usando.

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Entenda a informação
Os melhore gráficos e tabelas contam histórias de crescimento, redução, contraste, tempo ou valor de uma forma direta e concisa. Segundo Michael Murphy, diretor criativo da revista Inbound Logistics, o trabalho de um designer ao criar um gráfico é encontrar a narrativa principal e encontrar a informação correta para exibir.

Para fazer isso, você primeiro precisa entender seus dados. Qual é o público-alvo dele? Quais são os fatos mais importantes? Estamos falando a mesma língua? Evite o uso de jargões, a não ser que você tenha certeza de que todo mundo entende a mesma língua.

Encontre o melhor meio para entregar a informação
O gráfico de vendas abaixo é um mau exemplo de como fazer um gráfico. Tem muitas fontes, tamanhos de texto, gráficos demais, efeitos 3D que distraem, cores ruins e um fundo confuso.

Mau exemplo: o gráfico de vendas está sobrecarregado com muitas
fontes e tamanhos de texto, gráficos em excesso,
efeitos 3D que distraem, cores ruins e um fundo confuso.

Uma das decisões mais importantes ao criar um infográfico é o tipo a ser usado. Em geral, barras são boas para comparar quantidades ou mostrar tendências ao longo do tempo. Diagramas e fluxogramas são melhores para mostrar processos ou relações.

Deixe os números te ajudar a escolher o tipo de gráfico mais apropriado. Use um de barras apenas quando os números em comparação são distintos – barras equivalentes não impressionam, certo? E use só os gráficos de pizza quando a porcentagem atingir 100%.

Então coloque no papel – faça um rascunho mesmo – para garantir que suas idéias (e não o software) irá guiar o seu infográfico. Karl Gude, diretor do programa de infográficos da Universidade de Michigan, sugere que você pense na estrutura não em termos do que fica bonito, mas sim do que é lógico. E depois disso, claro, você pode criar seu gráfico. É para isso que programas como o Microsoft Excel, o Apple Numbers e até o Adobe Illustrator servem.
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Enfatize o que é importante

Quatro coisas ajudam a destacar o que é mais importante no gráfico e passar a informação rápido: layout, tamanho, fonte e cor.

Layout: como a maior parte das pessoas olha primeiro para o topo esquerdo da página, é um lugar natural para preparar terreno para o resto do gráfico com um cabeçalho ou texto introdutório.  Também é um bom local para imagens importantes que você quer que os leitores notem antes dos outros elementos. Como é de se esperar, o canto inferior direito é ruim para detalhes obrigatórios.

Gráficos de sucesso tendem a ser mais largos do que altos, mas não force a informação na horizontal se é mais fácil ser entendida em outra forma.


Bom exemplo: aqui a informação é mais fácil de entender.
Usa uma fonte só, sem serifa, barras com cores similares,
fundo sem linhas e o gráfico não está encaixotado.

Tamanho: em geral, a informação menos importante deveria ser a menor, mas não use muitos tamanhos de texto, ou sua audiência ficará confusa. Por exemplo, use três tamanhos apenas: um grande para o título principal; uma um pouco menor para textos de introdução e uma menor, para o texto do gráfico.

Fonte: Limite o uso de uma ou duas famílias tipográficas para deixar o texto fácil de ler. Fontes sem serifa (aquele detalhe no final das letras) são melhores para gráficos, já que criam linhas mais largas e limpas que as fontes com serifa. Exemplos: Helvetica, Gill Sans e Trebuchet MS são fonts sem serifa presentes no OS X. Outras opções são Franklin Gothic, Myriad e Stone Sans. Muitas dessas famílias de fontes contêm variações: tente usar a Myriad para texto e a Myriad Bold para o título.

Cor: ela pode fazer maravilhas para destacar a informação importante – mas só se usada com parcimônia. Um exemplo de como usar a cor de modo eficiente é dado pó Heather Jones, diretora de arte da revista Best Life: comece com preto e branco. Uma vez que os dados estão claros, então ela insere cores em moderação para diferenciar as partes do infográfico.

Evite usar cores primárias chapadas – elas podem dificultar a idéia da ênfase com cores. E tente usar uma paleta mais “muda” (com verdes e amarelos) ou escolha uma cor apenas e use as variantes mais claras e escuras dela.

Pense também que o gráfico pode ser impresso. Se ele for feito para impressão em preto e branco, use apenas preto, branco e variantes de cinza.
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Erros comuns para evitar
Com um rascunho do infográfico pronto (já no software), releia-o com crítica. Sua meta é determinar se cometeu alguns dos erros seguintes:

Falta um ponto focal: se barras, pizzas ou linhas no seu gráfico têm tamanhos e cores similares. Digamos que você queira mostrar que mais bolas de praia são vendidas em dias quentes – mude a barra que representa o dia mais quente para vermelho, e você finalmente tem um ponto focal.

Inconsistências: elementos similares devem compartilhar a cor, tamanho, localização e fonte. Se as dicas visuais do infográfico são inconsistentes, você irá confundir o leitor.

Gráficos na mesma página devem usar a mesma escala e tamanho. Se um dos gráficos relaciona as altas temperaturas ao aumento nas vendas de protetor solar e ele aparece na mesma página do gráfico das bolas de praia, os tamanhos dos elementos gerais devem ser consistentes – tudo para que o leitor consiga comparar a informação.

Muita coisa:
se livre de qualquer informação sem necessidade que concorre com os dados críticos. Uma grade no fundo para mostrar a altura das barras pode existir, mas você não precisa mostrar cada linha da grade. E se o gráfico mostra o crescimento ao longo do tempo, enfatize o ponto inicial e final ao remover os números acima de cada barra intermediária. Editar o lixo do gráfico fortalece sua mensagem.

Bordas:
muita gente se sente obcecada por colocar seus dados em caixas. Lute contra isso, especialmente se o gráfico tem detalhes como linhas de grade, marcadores e texto.

Chega de efeitos: você notou que nenhuma dica aqui diz para você usar efeitos 3D, sombras elaboradas, reflexos ou texturas? É porque você quer que as pessoas foquem na informação, não na perfumaria ao redor. Um infográfico tem que funcionar no plano. Embora gráficos dimensionais, perspectivas distorcidas e efeitos bonitinhos sejam populares, na maioria dos casos eles são lixo de gráfico. Se quer usar, faça com moderação.

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