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Mercado de celulares pára de crescer já em 2011, segundo consultoria

Há países com quase dois celulares por habitantes; para crescer, operadoras vão depender cada vez mais da banda larga.

Harrington Curve, da PC Advisor/Reino Unido

25/03/2010 às 11h37

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O número de assinantes de celular cresce cada vez mais lentamente e, de acordo com previsões da ABI Research, o ritmo tenderá a zero em meados de 2011. "Há ainda algum potencial de crescimento em assinaturas de serviços EDGE (28%) e em serviços de voz GSM (8%), mas as assinaturas GPRS estão encolhendo", comentou o vice-presidente de ABI, Jake Saunders.

O executivo diz que as assinaturas 3G e 3,5G, por sua vez, devem crescer à medida que a 'busca por velocidade' encoraja usuários a fazer o upgrade. "No fim de 2009, havia 181 milhões de assinantes HSxPA. No mundo, as assinaturas de banda larga móvel chegaram a 271 milhões, com uma taxa de crescimento ano após ano de 43%". Os números globais de assinatura de celular ultrapassaram 4,35 bilhões no fim de 2009, com um crescimento ano após ano de 10,4%.

Efeito da crise
As assinaturas de celular sofreram uma desaceleração perceptível na primeira metade do ano passado, época em que mercados emergentes sentiram mais fortemente os efeitos da crise econômica global. A taxa de adoção diminuiu, e quem já era usuário reduziu os gastos com celular. Mas, desde então, a adesão ao telefone móvel se recuperou, resultando numa penetração de 66%.

A maioria dos países industrializados ultrapassou a barreira dos 100% de penetração no fim da década de 1990, com a ajuda de planos pré-pagos. "Há uma perspectiva real de que, nos próximos cinco a dez anos, a penetração do celular em alguns países desenvolvidos ultrapasse a marca de 200%", ressaltou o analista Bhavya Khanna. Segundo ele, dDongles USB, modems embutidos em netbooks, laptops, tablets e eletrônicos testarão a definição de 'assinante móvel'. "As operadoras terão que evoluir para múltiplos aparelhos por assinatura, para reter clientes", disse.

A região Ásia-Pacifico responde por 45% do mercado global de celulares, um salto significativo se comparado aos 29% que detinha dez anos atrás. O segundo maior mercado é Europa Ocidental (13%), seguido da América do Norte (7,2%).

Na Ásia-Pacífico, a penetração do celular atingiu 52% comparado a 140% na Europa Ocidental e 93% na América do Norte. Espera-se que até 2014, pelo menos 80% da população mundial tenha telefone celular.

O Brasil está melhor posicionado. Segundo números divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações, o País fechou fevereiro com 91,87 terminais de acesso móvel para cada 100 habitantes.

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