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Mercado de eletrônicos deve por o pé no freio em 2009, diz IDC

Área de Electronics Manufacturing Services deve crescer 7,8%, contra o crescimento de dois dígitos registrado nos últimos anos.

Redação do COMPUTERWORLD

23/12/2008 às 13h22

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A IDC divulgou no final de dezembro um estudo em que aponta que o segmento de EMS (Electronic Manufacturing Services) deve crescer 7,8% em 2009. O percentual representa uma queda depois de dois anos de crescimento na casa dos dois dígitos – 20% em 2006 e 16% em 2007 – e da alta de 9,3% registrada este ano, quando o faturamento total chegou a 291 bilhões de dólares.

“A baixa taxa de crescimento é resultado da demanda decrescente entre os consumidores de computadores e equipamentos eletrônicos” explica Michael Palma, analista sênior para fabricação de eletrônicos da IDC. “Enquanto outros segmentos devem cais significativamente, as empresas especializadas em EMS podem encontrar oportunidades no setor industrial, onde os contratos de OEM devem crescer”, avalia.

Em 2009, o setor de EMS deve experimentar uma grande queda em mercados voltados ao usuário final, já que muitos fabricantes estão enfrentando problemas com produções excedentes, competição com novos entrantes em mercados específicos e questões internas relacionadas aos seus modelos de negócio e proposições de valor.

A indústria também espera sentir o impacto da aversão do setor de OEM ao risco e à tendência de reduzir custos por meio do desenvolvimento interno de diversos produtos. Mesmo que o setor industrial representa novas oportunidades, a consultoria não acredita que elas devam se materializar antes de 2010. Ao mesmo tempo, produtos emergentes – como os netbooks – não terão força suficiente para manter os níveis de faturamento nos patamares anteriores.

No cenário traçado pela IDC, a indústria deve alcançar uma média de crescimento de 8,1% até 2012, graças ao crescimento do outsourcing em setores como indústria, automotivo e de equipamentos médicos, recuperando o mercado de usuários finais a partir de 2010. De todo modo, a consultoria acredita que o setor de equipamentos de computação não deve retornar ao patamar de dois dígitos de crescimento.

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