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Mercado mundial de PCs registra crescimento de 22% no segundo trimestre

EUA apresentou crescimento um pouco abaixo do previsto. No entanto, outras regiões do globo confirmaram expectativa.

Redação do IDG Now!

15/07/2010 às 10h23

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Apesar de preocupações com a lenta recuperação econômica, o mercado global de PCs registrou crescimento de 22% no segundo trimestre de 2010. O dado corrobora as previsões feitas pelo instituto IDC no Worldwide Quarterly PC Tracker, divulgado a cada três meses. Os números nos países do Oriente Médio, da Europa e dos países africanos mostrou-se bastante saudável, ao passo que o crescimento registrado nos EUA e na região da Ásia e Pacífico, ficou ligeiramente abaixo das previsões.

Em termos globais, a demanda por PCs excedeu as expectativas e confirmou, com base nas substituições (de máquinas?), os sinais de avanço nos negócios, ao passo que a venda de PCs portáteis ficou abaixo das estimativas e refletiu nos gastos de consumidores os efeitos de uma realidade com menos vagas de trabalho.

“O mercado de PCs continua robusto e em fase de recuperação, apesar dos desafios impostos por uma recuperação em larga escala na economia, com lenta expansão do mercado de trabalho e com previsões de crescimento mais conservadoras nas regiões da Ásia/Pacífico e da Europa”, afirma o analista do IDC Worldwide Quarterly PC Tracker, Jay Chou. “Os fatores que conduziram à recuperação dos computadores pessoais: a presença de uma base de TI comercial obsoleta, a proliferação de máquinas de baixo custo com recursos de multimídia e uma lenta penetração dos PCs em várias regiões do globo, permanecem o principal impulsionador do mercado”.

“Como era esperado, o avanço na atividade de consumo registrada nos últimos dois trimestres começou a estacionar, ao passo que, no ambiente corporativo a renovação das máquinas mantém o comércio de PCs em crescimento”, afirma o vice-presidente do segmento de estações de trabalho e monitores do IDC, Bob O´Donnell. “Estamos na expectativa de verificar um ligeiro declínio no consumo pessoal, porém saudável, até o final do ano; no segmento corporativo espera-se estabilidade, reflexo de ações planejadas de substituição da infraestrutura, nos próximos anos.”

Previsões regionais

* EUA – a notícia positiva é o fato de o mercado observar uma aceleração modesta no crescimento seqüencial e um crescimento de 12.6% em relação ao ano passado, de maneira a confirmar a recuperação dos negócios. Contudo as projeções para um crescimento mais expressivo, na casa dos 18 pontos, para serem somados aos 19% do primeiro trimestre (2010) e aos mais de 25% do quarto trimestre de 2009, não se verificaram. O setor foi dominado por cautela, refletindo o estado de incerteza econômica. Não obstante à saudável renovação das máquinas, os volumes não chegaram ao nível das expectativas iniciais devido a redefinição das prioridades regentes na planilha de investimentos por parte dos compradores. À medida que avançamos na segunda metade de 2010, a junção entre crescimento lento e custos ascendentes pode sabotar a habilidade do mercado em expandir à base de políticas de preços agressiva.

* Europa, Oriente Médio e África – a despeito do aumento nas preocupações motivado por taxas de câmbio desfavoráveis e endividamento público se alastrando por vários países, o mercado de PCs nessas regiões alcançou as previsões no segundo trimestre do ano, motivado por uma demanda estável tanto nos mercados consumidores quanto no ambiente corporativo.

* Japão – manteve crescimento superior a 10% no segundo trimestre, mas não chegou a registrar um aumento superior a 25% em relação ao trimestre anterior. Os números foram positivos para ambos os produtos, PCs portáteis e desktops.

* Ásia/Pacífico (excluído o Japão) – a região foi beneficiada por um crescimento de quase 35% em comparação ao ano anterior e demonstra um crescimento sequencial de 15%, chegando muito próximo das previsões. A linha de desktops demonstrou um crescimento acelerado e amenizou o impacto do comércio da linha portátil. Mesmo assim, os dispositivos portáteis lideraram o crescimento do segmento de PCs na região, com números anuais acima de 10% em praticamente todos os países.

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