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Mercado nacional de games avança, mas não gera novos empregos

O setor emprega 560 programadores e artistas gráficos (com salário médio de R$ 2,272) e faturou em 2008, 87,5 milhões de reais.

Nando Rodrigues, da PC World

20/07/2009 às 17h40

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Levantamento realizado pela Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames http://www.abragames.org) mostra que o setor faturou, em 2008, 87,5 milhões de reais. De acordo com a entidade, 43% da produção nacional de software para jogos têm como destino a exportação, enquanto a tudo o que produzido em hardware fica no mercado interno.

Mesmo com a grande pirataria de consoles e jogos eletrônicos, a indústria brasileira de games com um todo conseguiu crescer. Em 2008 e em bases anuais, a área de software avançou 31% (28% de crescimento em 2007), bem acima do crescimento da produção de hardware (8% de crescimento no ano passado, um ponto percentual a menos do que em 2007).

O setor emprega menos de 600 profissionais, entre artistas gráficos e programadores, em 42 empresas que produzem software para jogos eletrônicos, e que têm salário médio de 2.272 reais.

O sócio da Webcore Games, Fernando Chamis, diz que, jogos eletrônicos sempre foram uma verdadeira paixão para muitos jovens e trabalhar na área é o sonho de infância de boa parte deles. Tal paixão, porém, não basta para ser bem sucedido. O executivo afirma que esses profissionais devem desenvolver habilidades diversas, investir em uma boa formação e buscar enriquecer o currículo com formações extracurriculares e assim melhorar sua empregabilidade.

A Webcore Games, que atua no desenvolvimento de jogos desenvolvidos para apresentação de produtos e ideias (chamados advergames), não difere do perfil médio das empresas do segmento. Chamis diz que a maior parte dos desenvolvedores é formada por empresas de pequeno porte, que empregam entre dez e 20 funcionários, nas quais o número de novas vagas cresce lentamente.

Os números da Abragames mostram que os setores de programação e de artes gráfica estão praticamente estáveis nos últimos dois anos. Em 2007, 32% dos profissionais da empresas de software para games atuavam em programação (mesmo percentual de artistas gráficos). No ano passado, os dois segmentos registraram um pequeno avanço, de apenas dois pontos percentuais cada um.

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