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Microsoft aposta em Olimpíada online para popularizar Silverlight

Tecnologia da Microsoft está nos bastidores da transmissão de 2.200 horas de vídeos online pela rede NBC, nos EUA. Saiba mais.

Redação do IDG Now!*

07/08/2008 às 21h55

Foto:

selo_entrada_olimpA primeira Olimpíada a ser transmitida ao vivo via internet, a partir desta sexta-feira (06/08), é a grande aposta da Microsoft para treinar usuários na plataforma Silverlight pela transmissão de vídeos via streaming, modalidade hoje dominada pelo Flash, da Adobe.

Em julho deste ano, segundo estatísticas da Adobe, 98% dos dispositivos conectados à internet – de PCs a celulares -  tinham o Flash Player instalado. Além disso, hoje, 80% do streaming de vídeo na internet é feito no formato Flash. O exemplo mais comum de todos é o YouTube, que padronizou a transmissão em Flash Vídeo.

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Nada como um evento de entretenimento com alcance mundial como a Olimpíada, para popularizar uma plataforma lançada em abril de 2007 e que registra uma média de 1,5 milhão de downloads por dia, segundo a Microsoft. Essa é a jogada do projeto Silverlight/Olympics, em parceria com a rede de televisão norte-americana NBC - que já é aliada da Microsoft no portal de conteúdo MSNBC.com – detentora dos direitos de transmisão dos Jogos Olímpicos de Pequim, nos Estados Unidos.

A tecnologia da Microsoft será responsável por sustentar a interface de transmissão de vídeo online - ao vivo e sob demanda - de 2.200 horas nos 17 dias de duração da Olimpíada de Pequim para os mais de 216 milhões de internautas norte-americanos, segundo a Nielsen//NetRatings pelo site NBCOlympics.com.

“É uma cartada bastante importante e que comprova a robustez da tecnologia”, afirma René de Paula Jr., responsável pela plataforma Silverlight na Microsoft Brasil. “Um dos papéis do Silverlight é criar aplicações online. Estamos investindo no aspecto de entretenimento, em grandes eventos que atraiam a atenção das pessoas”, observa o executivo.
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A Adobe não parece muito preocupada com a aproximação da Microsoft.  “Isso mostra que a Microsoft está dando importância a um mercado no qual estamos bem posicionados. É uma alternativa de acesso a vídeos na internet”, analisa Luiz Maian, gerente de negócios corporativos da Adobe no Brasil.

No Brasil, o Flash é o player dominante para a transmissão da Olimpíada online pelo Terra na América Latina, mas o Silverlight já marca terreno como o player opcional para a transmissão de vídeos em alta definição no portal.

Prova de fogo
O projeto da NBC teve início há nove meses, sendo que a interface de vídeo começou a ser desenvolvida em janeiro deste ano. Matthew Rechs, CTO (Chief Technology Officer )da Schematic, empresa de Los Angeles (EUA) que trabalhou com a Microsoft e a NBC no desenvolvimento do player do site, conta que a maratona envolveu 25 pessoas - 12 pessoas escrevendo códigos, além de designers, gerentes e equipe executiva.

O time não era grande, mas segundo Rechs, as pessoas não tinham de lidar manualmente com milhares de linhas de código. "Os bastidores de um site de vídeo são todos baseados em serviços web", explicou o CTO do projeto.

O projeto foi todo baseado no Silverlight 2.0, versão beta anunciada em março deste ano. Uma colher de chá no design da aplicação é que a tecnologia tem "lógica de aplicação em qualquer lugar", disse Rechs. Na prática, ele conta que a tecnologia permite que muito mais códigos rodem no browser, o que elimina quase que totalmente a parte de codificação dos vídeos do lado do servidor.
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Web ‘devigner’
Um dos aspectos chave para ganhar espaço do Flash na ‘internet rica’ é conquistar os desenvolvedores pela produtividade. Com o lançamento da versão 2.0, o Silverlight passou a suportar a linguagem .Net – antes era baseado em JavaScript – facilitando a vida de quem já era familiarizado com o Visual Studio.

“Queremos atrair o interesse do pessoal de design e do programador, que pode criar um diferencial em seu trabalho sem ter de aprender uma linguagem nova. No caso do Silverlight, ele continua usando o Visual Studio”, detalha  Paula Jr.

É nos ‘devigners’, como apelidou o executivo, que a Microsoft Brasil se concentra para disseminar o uso do Silverlight pelo Windows Live, que conta hoje com 45 milhões de usuários no Brasil. “Isso faz um sentido extraordinário porque as APIs estão abertas e integrando-as ao Silverlight, para o desenvolvedor, é um paraíso”, comenta de Paula.

Sonho Olímpico?
Tanto Adobe como Microsoft reforçam que seus atletas, Flash e Silverlight, vão além da transmissão de vídeos ou conteúdos multimídia na rede.

“O Silverlight não é só uma alternativa a outras plataformas, mas oferece a possibilidade de criar uma experiência rica, criar coisas que funcionem e que se integrem a dados. Nosso sonho é que seu internet banking seja  feito em Silverlight”, profetiza de Paula Jr.
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Do lado da Adobe, a estratégia é distribuir muito mais do que vídeo na internet, mas é necessário fazer com que o conteúdo rico chegue ao internauta.

“O vídeo é um conjunto de tecnologias. Ele envolve, por exemplo, agilidade na captura e capacidade de transmitir em altos volumes com qualidade”, defende Maian dando como exemplo a plataforma Flash Media Server, que ajuda a segurar a bronca de 500 mil vídeos simultâneos vistos no YouTube, por exemplo.

Tomar o pódio da Adobe como plataforma principal de transmissão de vídeos na internet, não parece ser a única pretensão da Microsoft. “Não é a primeira vez que a gente combate um forte competidor já estabelecido no mercado. É uma questão de escolha. Flash e Silverlight podem conviver”, responde o executivo da Microsoft Brasil.

Garantir a experiência de vídeo do usuário com qualidade – e sem engasgos -, consumindo menos CPU e com novos recursos como picture in picture, vídeos simultâneos e transparência estão entre as promessas do atleta Silverlight. Oselo_saida_olimp veterano Flash, como diz o nome, chegou mais rápido até na casa do adversário. “A Microsoft, mesmo em seu site, continua publicando conteúdo em Flash”, lembra Maian.

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