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Microsoft aposta em potencial de tecnologia de reconhecimento de gestos

Soluções do tipo começaram com o console Wii. Agora, 4 anos depois,a Microsoft fala em aplicar essas soluções em diversas plataformas.

IDG News Service (Boston)

08/10/2010 às 9h20

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As tecnologias detectoras de movimentos, como a que é utilizada no periférico Kinect, não serão limitadas aos PCs e aos videogames. Quem deixou isso claro
foi o executivo-chefe de pesquisas e de estratégias da Microsft, Craig Mundie,
em um discurso proferido no Michigan Institute of Technolgy (MIT), na quinta-feira,
(8/10).

Xadrez e cirurgias

Para ilustrar o leque de aplicações possíveis com base na
tecnologia de movimentos, Mundie fala que um médico poderia, durante um
procedimento cirúrgico, mover sua mão sobre uma tela e atualizar as informações
sobre o paciente ao mesmo tempo em que mentem
o local esterilizado. Outra possibilidade consiste
em duas pessoas, em ambientes físicos separados, jogarem uma partida de xadrez. O
tabuleiro seria projetado sobre uma superfície e para movimentar as peças
bastaria que os oponentes movessem as mãos sobre os campos correspondentes.

Começa com brincadeiras

Com base em sensores, a interação entre humanos e máquinas
vai mudar. Não só os computadores, mas em todas as instâncias de interação
entre pessoas e sistemas.

A Microsoft vai explorar as HUI (Human User Interface – Interface de Uso Humano, em tradução livre do inglês) primeiramente no ambiente
de diversões eletrônicas. E o primeiro produto a trazer essa tecnologia
integrada será o Kinect System, para o console Xbox 360, a ser lançado mundialmente
em novembro.

O objetivo é eliminar o jogo controlado por joysticks e Cia,
por emulações de controle via HUI. Na plataforma do Kinect são previstos
comandos usando gestos e voz.

Com o lançamento do Wii, a Nintendo saiu na
frente na exploração dessas tecnologias, em 2006. Em sua primeira versão, eram
necessários controladores de jogo sem fio com os quais podiam ser manipulados
os movimentos com bastões, tacos de sinuca e raquetes de tênis. Nos últimos
quatro anos, a fabricante japonesa melhorou muito essa tecnologia.

Enquanto isso, a Microsoft trabalha também na criação de
Avatars. Recepcionistas virtuais são uma das possibilidades de aplicação nessas
soluções de interação humana.

No caso das tecnologias 3D, em intenso uso por parte de toda
a indústria de TI, elas casam muito bem com a plataforma HUI, conforme tem sido
demonstrado. Quem assistiu às apresentações de Mundie, pode virar peças de
vidro, embala-las em caixas de papelão e interagir com objetos de maneira muito
próxima do real. Todos os comandos foram dados via controle de voz.

E vai ficando sério

A estratégia da Microsoft inclui entender de que forma a
tecnologia HUI será absorvida por usuários e desenvolver as soluções que atendam a esse público. Uma das possibilidades palpáveis para o futuro
próximo é o reconhecimento e registro de assinaturas.

Mundie adverte que a tecnologia HUI não deve ser esperada
para aplicações que rodam a partir da nuvem, pelo menos não da Microsoft.

E a cloud?

Durante uma sessão de perguntas e respostas, Mundie foi
indagado sobre a dinâmica de sistemas em nuvem em interagir com sistemas HUI. Em resposta, Munde declarou que “as entradas deverão ser
interpretadas  localmente” e adicionou
que vê a nuvem como um conjunto de “cliente + nuvem” como um elemento único e
não como duas coisas separadas.

Se as empresas quiserem usar essa tecnologia em soluções na
nuvem, deverão se preparar para pagar por bandas de conexão robustas. Do
contrário, devem abandonar a ideia.

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