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Microsoft e Yahoo: linha do tempo mostra como negociações evoluíram

Embora a Microsoft tenha desistido oficialmente, tratativas continuam; acompanhe a transação desde o primeiro rumor em 2006.

IDG News Service/ EUA

14/05/2008 às 15h35

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A idéia de que a Microsoft compraria o Yahoo para revigorar seus negócios de internet pareceu surreal quando os rumores apareceram em meados de 2006.

No segundo semestre daquele ano e durante 2007, contudo, os problemas do Yahoo aumentaram, enquanto a Microsoft ampliou seus esforços para competir com o Google. A partir daí, a idéia de uma fusão pareceu plausível.

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No dia 1º de fevereiro deste ano, os rumores se tornaram realidade quando a Microsoft anunciou a oferta de 44,6 bilhões de dólares pelo Yahoo. Nos três meses seguintes, as empresas trocaram acusações, insultos e ameaças. Após três meses de negociações, a Microsoft desistiu da compra no dia 3 de maio.

Este não foi o fim, contudo. As empresas iniciaram uma rodada de conflitos, enquanto o Chief Executive Officer do Yahoo, Jerry Yang, viu suas decisões sendo criticadas por acionistas e analistas da indústria.

No último movimento da negociação, o investidor bilionário Carl Icahn comprou 50 milhões de ações do Yahoo e disse que pretende lutar para que a empresa reconsidere a proposta da Microsoft.

Acompanhe a linha do tempo do romance “Microhoo”:

Maio de 2006: Os primeiros boatos de que a Microsoft considera comprar o Yahoo são divulgados no New York Post e no The Wall Street Journal; nesta época, o acordo é considerado surreal e descartado rapidamente.

Outubro de 2006: Os boatos de que o Yahoo se aproximou da Time Warner buscando uma aliança com a AOL começam a surgir, algo menos cético do que um acordo com a Microsoft.
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2007: Os rumores de uma fusão “Microsoft-Yahoo” começam a aparecer, mas são destacartados logo depois.

1º de Fevereiro de 2008: Microsoft apresenta proposta formal de 44,6 bilhões pelo Yahoo, considerando o valor de 19,18 dólares por ação. O valor das ações da empresa começa a subir.

11 de Fevereiro: Yahoo rejeita oferta da Microsoft - o valor de suas ações fecha em 29,87 dólares. Segundo rumores, as ações atualmente valem quase 40 dólares graças ao aumento do valor da empresa desde a oferta.

12 de Fevereiro: Microsoft diz, em uma carta, que o Yahoo está sendo hostil em aceitar sua oferta, dizendo que “a empresa tem o direito de tentar todos os passos para se certificar que os acionistas percebam o valor inerente à  proposta.”

5 de Março: Notícias afirmam que o Yahoo está avançando em negociações com a Time Warner para algum tipo de aliança com a AOL. Enquanto isso, a mídia relata os rounds que a Microsoft acumulará na briga para adquirir o Yahoo.

11 de Março: Rupert Murdoch, da News Corp., diz que não “entrará em uma briga” com a Microsoft e o Yahoo, pois a companhias de software e internet têm muito mais dinheiro que sua empresa.

5 de Abril: A Microsoft envia uma carta “se junte a nós ou morra” para o Yahoo, dizendo que se as empresas não podem fechar um acordo em três semanas, a Microsoft levará sua oferta diretamente aos acionistas. Steve Ballmer diz que o Yahoo seria idiota em não aceitar a oferta imediatamente.
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7 de Abril: Yahoo rejeita a oferta da Microsoft mais uma vez, alegando que é muito baixa. O presidente Roy Bostock e Jerry Yang assinam uma carta chamando a batalha da Microsoft de “improdutiva”, e diz que consideraria um acordo caso a empresa ofereça mais dinheiro.

9 de Abril: Yahoo diz que está testando os anúncios do Google em ferramenta de busca, parecendo afastar os avanços da Microsoft. A empresa imediatamente diz que a estratégia foi anticompetitiva e que jamais seria aprovada por agências regulatórias.

10 de Abril:
A News Corp. diz estar conversando com a Microsoft para juntar forças na compra do Yahoo. O movimento foi visto como uma forma da Microsoft aumentar sua oferta sem gastar mais. Ao mesmo tempo, boatos sobre a união entre Yahoo e AOL também são levantados.

22 de Abril:
O Yahoo divulga seus resultados financeiros para o primeiro trimestre, que foram além das expectativas de Wall Street. Yang descreve o período como um dos mais “empolgantes” na história da empresa, e diz que a oferta da Microsoft ainda menospreza o valor da empresa.

26 de Abril: O prazo para as negociações entre a Microsoft e o Yahoo chega ao fim sem acordo. Alguns dias antes, Ballmer e o Chief Financial Officer da Microsoft, Chris Liddell, levantam a possibilidade da Microsoft se afastar do acordo, invés de enviar uma oferta hostil.

30 de Abril: O Wall Street Journal revela que os diretores da Microsoft decidiram se reunir para falar sobre a proposta de aquisição do Yahoo, mas não chegaram a uma decisão. O jornal diz que o bloqueio maior é o valor oferecido, que a fabricante deseja aumentar para 33 dólares por ação, mas não para a média de 35 a 37 dólares que executivos do Yahoo pedem.

2 de Maio:
A Microsoft e o Yahoo finalmente negociam sobre a fusão, apesar de um acordo estar longe de ser eminente, reportam o The Wall Street Journal e o The New York Times, citando fontes anônimas.
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3 de Maio: Microsoft desiste de comprar Yahoo, confirmando que aumentou sua oferta para 33 dólares por ação - alta de 5 bilhões de dólares sobre o valor anterior -, mas o Yahoo desejava 37 dólares por ação.

Em resposta à desistência, o Yahoo reitera sua posição, alegando que a oferta era baixa demais, e diz que, com a proposta da Microsoft, a empresa pode continuar com uma das mais importantes transições de sua história.

5 de Maio: O valor das ações do Yahoo cai 15% após o anúncio de que a Microsoft estava desistindo da aquisição. Grandes acionistas do mercado criticam o Yahoo por rejeitar a proposta. Yang afirma para alguns jornais que ainda está aberto a negociações com a Microsoft ou outras empresas por um preço justo. Segundo ele, foi a fabricante que desistiu do acordo. “Não precisávamos de um número exato que, não fosse ele, não negociaríamos. Estávamos prontos para uma transação e eles fugiram”, disse Yang.

Neste mesmo dia, o Yahoo decide que o encontro anual de acionistas ocorrerá no dia 3 de julho.

6 de Maio: Em uma entrevista para o TechTicker, do Yahoo, a presidente da empresa, Sue Decker disse que a Microsoft nunca formalizou a oferta de 33 dólares por ação, e reconhece que a combinação das duas empresas poderia ser um sucesso. A Microsoft, porém, diz que já seguiu em frente.

7 de Maio: Bill Gates afirma que a Microsoft não buscará outras ofertas para substituir a proposta mal-sucedida pelo Yahoo. “O foco da Microsoft agora é sua estratégia independente”, disse.

13 de Maio: O investidor bilionário Carl Icahn pressiona o Yahoo para retomar as negociações com a Microsoft. Desde que a Microsoft desistiu da compra, o empresário adquiriu 50 milhões de ações do Yahoo. A Microsoft não indicou a Icahn que retomaria as negociações.

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