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Microsoft não terá um ZunePhone, mas vai expandir o Zune Marketplace

Steve Ballmer, CEO da Microsoft, afirma que serviços Zune estarão disponíveis nas três telas: PC, telefone e televisor.

Eric Lai, Computerworld/EUA

27/02/2009 às 18h04

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Em vez de criar um smartphone com a marca Zune, a Microsoft planeja levar sua loja online do Zune Media Player para a televisão, em uma tentativa de emular o sucesso da iTunes Store, da Apple. Mas os planos de Redmond vão se desviar do iTunes, ao menos na estratégia.

A loja, chamada Zune Marketplace, oferece milhões de músicas, podcasts, videoclipes e programas de TV para compra e download. Hoje, ela pode ser acessada direto do Zune, mas também de um software para PC. Entretanto, isso não foi o suficiente para criar massa crítica - o Zune fez pouco frente ao domínio do iPod: apenas 2 milhões de iPods foram vendidos até maio de 2008, quando a Microsoft anunciou pela última vez os números de vendas do tocador de música. A Apple diz que 200 milhões de iPods e 18 milhões de iPhones já foram vendidos.

De qualquer forma, a Microsoft acredita que conseguirá, com o Zune Marketplace, se tornar um desafiador da iTunes Store. Em vez de criar um ZunePhone, ao estilo do iPhone, a Microsoft vai levar o Zune Marketplace à versão 6.5 do sistema operacional Windows Mobile. A Microsoft “vai levar os serviços do Zune, não hardware dele, às três telas, o PC, telefone e TV”, disse o CEO Steve Ballmer a Wall Street nessa terça (uma transcrição, em inglês, está aqui). “Isso torna uma parte fundamental criar um negócio em torno dos aparelhos de TV”, afirmou.

As palavras de Ballmer ecoam as de Enrique Rodriguez, vice-presidente de software do Zune na Microsoft, que afirmou no começo deste mês que o “serviço Zune precisa transcender o aparelho Zune”. Nenhum dos dois executivos deu mais detalhes sobre a mudança.

“A Microsoft deve levar o Zune Marketplace para o Xbox live também”, acredita Matt Rosoff, analista da Directions on Microsoft. O console da fabricante já recebe filmes da Netflix, por exemplo. “A Microsoft irá integrar o serviço Zune ao seu software Mediaroom”, acredita a analista Michelle Abraham, da In-Stat. O Mediaroom é vendido a operadoras de TV a cabo e telecomunicações e é usado para criar menus na tela com informações dos canais, programas e serviços aos assinantes. Embora pouco conhecido, o Mediaroom é usado em mais de 2 milhões de lares nos Estados Unidos, de acordo com a Microsoft.

Um problema potencial, na visão de Michelle Abraham, é que o Zune Marketplace vende programas de TV para download. Isso pode criar um conflito com as operadoras de TV a cabo que vendem programas sob demanda ou pay-per-view. Os dois analistas concordam que a Microsoft não deve criar próprio set-top box para televisores. “É mais fácil vender o Xbox como um dispositivo de mídia e esperar que o comprador adquira alguns games para ele”, disse Rosoff.

A Microsoft também quer tornar o Zune Marketplace um destino para download de vídeos. No começo deste mês, a Microsoft anunciou a produção de programas originais para serem baixados de graça em seu mercado online, com episódios que duram de três a cinco minutos. Entretanto, a companhia não pretende abandonar seu aparelho Zune, e deve lançar novos aparelhos este ano, com melhor resolução de vídeo e, quem sabe, um projetor integrado, na previsão de Rosoff.

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