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Microsoft Office brigará com o Google nas nuvens

O Office 2010 chegará ao mercado e irá encontrar um cenário competitivo completamente diferente do encontrado pelo Office 2007

Elizabeth Montalbano, IDG News Service

10/11/2009 às 17h59

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cloud_computing_150.jpgQuando a Microsoft liberar a nova versão do seu pacote de produtividade Office 2010, ele terá um cenário completamente diferente do encontrado na época do Office 2007, apresentado em 2006.

Naquela época, o Google Apps tinha disponibilidade limitada e quase ninguém conhecia o provedor de aplicativos Zoho.

A IBM também não havia liberado seu software gratuito de produtividade, o Symphony, e embora muitos gostassem da ideia do OpenOffice.org, os problemas de compatibilidade com outros aplicativos afastavam o software dos ambientes corporativos.

Mas as coisas mudaram desde então, e o Google passou a ser a principal ameaça ao Microsoft Office. Em pouco mais de dois anos, o Google Apps progrediu no mercado corporativo, especialmente entre as pequenas empresas, que não precisam de todas as funcionalidades avançadas do Office e que podem arcar com os 50 dólares anuais por usuário.

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O Google Apps tem todas as funcionalidades que as empresas necessitam, além de oferecer características de colaboração e compartilhamento, funções estas que o Office não possui.

E as pequenas empresas não são as únicas que utilizam esses aplicativos; o Google afirma que grandes corporações como Motorola e Genentech and Sabic (GE Plastics), já usam seu serviço.

Ciente desta crescente ameaça, a Microsoft contará com novidades no Office 2010, que pela primeira vez irá incluir versões baseadas na web de suas aplicações mais usadas como Word, Excel, PowerPoint e OneNote. A empresa acredita que, assim,  poderá resgatar parte dos consumidores que migraram para aplicativos baseados na web.

Mas antes mesmo do Office competir com o Google Apps, ele competia consigo mesmo através de cópias piratas de seus aplicativos. Na perspectiva da Microsoft, o uso de cópias não legítimas da suíte é sinal do domínio da empresa no mercado de softwares de produtividade.

Com a criação do Office Web Apps, a Microsoft oferecerá aos usuários funcionalidades como colaboração e compartilhamento de arquivos,  principal motivo apontado pelos usuários do Google Apps para a escolha de aplicativos baseados na web.

Porém, a crítica do Google é que a Microsoft irá oferecer versões mais simples de seus robustos aplicativos, o que pode prejudicar a produtividade. A maioria dos usuários do Google Apps utiliza a suíte em conjunto com a versão completa do Office, como complemento.

Embora alguns usuários ainda necessitem de funções avançadas encontradas no Office, como a consolidação com e-mail (Exchange) e a criação de tabelas nas planilhas, a colaboração em tempo real do Google Apps é o que mais atrai os usuários.

Poder sincronizar a edição de um único documento entre múltiplos usuários ao mesmo tempo, compartilhá-lo com uma pessoa ou grupo de pessoas, facilita muito o processo e permite inclusive que empresas atualizem relatórios e arquivos com muito mais objetividade e rapidez.

Mas a Microsoft ainda tem motivos para não se preocupar com o crescimento do Google Apps, enquanto as empresas dependerem de aplicativos mais poderosos. Uma pesquisa da Forrester Research apontou que 80% dos consumidores (corporativos ou não) ainda utilizam o Microsoft Office como suíte principal.

A mesma pesquisa analisou que quando as empresas examinarem melhor os custos desses tipos de pacote e perceberem que as funcionalidades oferecidas por suítes baseadas na web, como o Google Apps, serão suficientes para realizar as tarefas cotidianas, o Office deixará de ser uma aplicação tão essencial.

A Microsoft argumenta que o Office Web Apps irá evitar que antigos usuários do Office abandonem a aplicação por outro serviço online, principalmente devido a já conhecida interface. Em contrapartida, de acordo com o Google, o aplicativo Office Web será menos intuitivo do que alguns dos concorrentes, como Google Apps ou Zoho.

O Google baseia seu argumento no fato de que para usar o Office Web o usuário terá de se registrar no Windows Live, e quem não tem costume de usar este site pode encontrar alguma dificuldade na navegação. Ao contrário do Google e do Zoho, que solicitam apenas um registro para ser utilizado.

Mas essas especulações só poderão ser comprovadas ano que vem, quando o Office 2010 e o Office Web Apps chegarem ao mercado. Mas uma coisa é concreta: as alternativas estão amadurecendo e certamente o Office 2010 encontrará fortes concorrentes.

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