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Microsoft pode adotar novo modelo de venda para o Office na nuvem

Empresa cobraria o mesmo valor pelo software, esteja ele na nuvem ou hospedado localmente, mas só para cliente corporativo.

Computerworld/EUA

05/02/2010 às 12h07

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A Microsoft pode estar perto de lançar um novo modelo para a aquisição da suíte de aplicativos do Office pelo mercado corporativo. Sob um novo tipo de licença chamado "union", a Microsoft poderá cobrar das empresas um valor único pelo software, esteja ele hospedado na nuvem ou localmente. As informações fazem parte de uma reportagem do SDTimes, cuja fonte é um canal da Microsoft não identificado que teria sido informado a respeito do programa. Ainda não há informações sobre valores.

O novo modelo de licenciamento poderia ajudar a diminuir a complexidade que as grandes empresas enfrentam para gerenciar diferentes níveis de uso de software por seus funcionários. Empregados cujo uso de aplicações Microsoft é pesado ou moderado podem necessitar de uma versão instalada localmente, enquanto quem tem uma utilização mais moderada pode fazê-lo com uma versão hospedada.

De acordo com a SDTimes, a licença "union" seria aplicada ao Microsoft Office local e hosteado no recém-lançado Windows Azure, bem como para o Exchange e o SharePoint, que a empresa oferece nas versões de software e hosteada. Este último está disponível por meio da Business Online Suíte.

A empresa não respondeu aos pedidos de entrevista. O analista da consultoria independente Directions on Microsoft, Paul DeGroot, afirma que a "union" pode ser um novo bundle que combina Office 2010 (no local), Office Web Apps e SharePoint Office. Isso também permitiria à Microsoft maximizar a receita sem levar os clientes a soluções baratas e gratuitas, como o Google Apps, Zoho e a recém adquirida pela VMWare solução de e-mail Zimbra.

"Num esforço para ter a oferta das duas formas, a Microsoft pode pedir aos clientes para pagar pelas duas opções, licença e assinatura", diz DeGroot por e-mail. "Minha avaliação é que este modelo é pouco atraente, tanto do ponto de vista econômico quanto de praticidade. O risco é que poucos clientes se interessem por essa oferta, o que não seria bom".

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