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Microsoft pode ter onda de demissões em janeiro

Corte formal de funcionários da equipe da companhia seria a primeira na história da empresa.

Neil McAllister, da PC World/EUA

06/01/2009 às 14h05

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Acompanhando as notícias sobre os impactos da crise mundial em todo o mundo, começaram a circular esta semana rumores de que a Microsoft estaria preparando o primeiro corte formal de pessoal de sua história. Os últimos comentários sugerem que a companhia deve anunciar a demissão de cerca de 15 mil funcionários o que, segundo uma fonte, seria anunciado no próximo dia 15 de janeiro.

Notícias de que a Microsoft estaria apertando o cinto não são novas e ela não é a única companhia a fazer isso. Em dezembro o Yahoo anunciou o corte de 10% de sua força de trabalho e há rumores de que a IBM também estaria planejando cortes. Mas é tentador especular eu os cortes planejados pela Microsoft são mais que uma resposta à crise, especialmente diante da perda de market share dos principais produtos da companhia nos últimos meses.

O Windows, por exemplo, enfrentou um período duro no final do ano. No início de dezembro, analistas anunciaram que a participação de mercado do sistema operacional estava abaixo de 90% pela primeira vez. Durante o período de férias, a participação caiu outro ponto percentual. Muitas destas máquinas foram trocadas por outras rodando o Mac OS X ou o Linux OS.

O Internet Explorer também vem perdendo mercado. Desde outubro do ano passado, sua participação caiu 3,1%. Em seu lugar entram rivais mais modernos, como o Firefox e o Google Chrome, percebidos pelos usuários como mais rápidos, seguros e aderentes e padrões do que o browser da Microsoft.

O domínio do mercado de sistemas operacionais vem sendo considerado como fundamental para a atuação da companhia em outras categorias, como a de produtividade. Mais recentemente, no entanto, empresas como a Salesforce.com e o Google surgiram como ameaça ao tradicional modelo de software no desktop ao oferecer seus aplicativos via web e tornando o Windows mais ou menos irrelevante.

Estas perspectivas combinadas com a previsão de que as vendas da Microsoft estarão abaixo das expectativas pela primeira vez desde 2000 certamente mostram tempos difíceis no horizonte da companhia de Redmond.

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