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Microsoft prepara nova investida no mundo dos tablets

Equipamentos como o iPad irão abocanhar um terço das vendas de PCs em 2011; empresa precisa despertar para a "era Pós-PC"

Kevin Fogarty - ITworld

28/12/2010 às 12h58

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A Microsoft deve apresentar uma versão do Windows que rode com processadores da ARM (que atualmente dominam o mercado de tablets), deixando de lado sua antiga parceira com a Intel. A  Microsoft assinou um acordo que permite à empresa desenvolver seus próprios processadores  baseados na tecnologia ARM e, por enquando, só possui o limitado sistema operacional Windows CE disponível (para dispositivos móveis) que rodaria com o ARM e outros sistemas incorporados.

A dobradinha Wintel (computadores com Windows e processadores Intel) é um império – alguns dizem até ditadura – porém isso não significa que a Microsoft precisa ficar totalmente amarrada ao hardware. Tanto a Gartner quanto a IDC já mudaram suas projeções a respeito de quantos PCs serão vendidos no próximo ano, pressupondo que os tablets vão morder um terço das vendas de PC, e vão alcançar 10% do total de computadores até 2014.

O hardware do computador está se distanciando do padrão Wintel, e a Microsoft precisa responder a isso. O mundo da TI tem se afastado lentamente da Microsoft por anos – desde aplicativos Web, smartphones e tablets, até aplicações open source e freeware, entre outros.

Os tablets e smartphones – que tendem a se mesclar em um único dispositivo dentro dos próximos anos, mas com a opção de se conectarem a uma tela maior – são o próximo passo. A Microsoft está respondendo muito devagar à mudança no fomato dos computadores, assim como tem respondido vagarosamente a muitas coisas recentemente.

Ray Ozzie, antigo arquiteto-chefe de software escreveu em seu blog a respeito da era Pós-PC no exato momento de sua saída da Microsoft, em outubro deste ano. Se a Microsoft apresentar uma versão do Windows para processadores ARM durante a CES (Consumer Electronics Show) em janeiro de 2011, isso só vai mostrar que Ozzie surtiu efeito mesmo antes de sua saída, e que alguém manteve o projeto mesmo depois de ele deixar a empresa.

Ainda deve demorar um bom tempo para que os drivers e sejam compatíveis com o que um formato para tablet ainda sem padrão, isso sem falar em conseguir alguém que admita que o que realmente faz falta nessa era Pós-PC, da computação em nuvem, é uma versão do Windows que os usuários possam realmente carregar sempre .

Mesmo assim, é um sinal de que a Microsoft não atolou totalmente, pelo menos no que diz respeito a uma resposta – mesmo que lenta – às drásticas mudanças na tenologia e no mercado.

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