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Mistério na Internet: qual será o futuro do Chatroulette?

O polêmico serviço de chat via webcam está temporariamente fora do ar e pode retornar com novidades. Ou nem voltar...

PC World (EUA)

23/08/2010 às 15h42

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O Chatroulette – o controverso serviço de chat via webcam que conecta usuários com estranhos de todo o mundo – foi, temporariamente, retirado do ar com a promessa de uma atualização. Uma mensagem em sua página inicial diz que “O experimento número 1 foi encerrado , por enquanto. Obrigado por participar. Uma versão atualizada e redesenhada será lançada hoje (23/8)”. Isso significa que a ferramenta, famosa por permitir a exposição das genitais de desconhecidos, vai ficar mais, digamos, recatada?

Fundada em 2009, pelo empresário russo Andrey Ternovskiy (de apenas 17 anos), o Chatroulette rapidamente ganhou fama pelo seu exibicionismo impróprio para menores (além dos problemas em relação à privacidade). Os dados demográficos e de comportamento do site, traçados pela RJMetrics, foram desconcertantes, especialmente em relação aqueles que são considerados “pervertidos” (usuários que não usavam roupas, promoviam nudez explícita ou cometiam atos obscenos).

“A taxa global de pervertidos do Chatroulette é de 13 por cento. Isso significa que uma em cada oito sessões de chat terá algo definitivamente Rated R (impróprio para menores de 17). Dos pervertidos que foram identificados, apenas oito por cento eram do sexo feminino. Combinada com a taxa global do sexo feminino, pode-se dizer que menos de um por cento dos chats tinha uma mulher no papel de pervertida”, diz a pesquisa.

A RJMetrics também indicou que 89 por cento dos usuários do Chatroulette são homens e 47 por cento deste total são de norte-americanos, embora apenas 10 por cento deles sejam considerados como “pervertidos” – a menor concentração por país.

Devido a este comportamento, o tráfego no Chatroulette entrou em declínio. “O serviço foi lançado em novembro de 2009 e, rapidamente, ganhou 500 usuários por dia. Depois de um mês,  já tinha 50 mil usuários diários. E em março deste ano, o serviço já possuía 1,5 milhão de adeptos. Depois disso, o movimento começou a diminuir”, relatou o site VentureBeat. Os últimos números mostram uma queda ainda maior, de 1,56 milhão em abril para 1,33 milhão em maio.

Ternovskiy contou com a ajuda de gurus de mídias sociais para encontrar uma solução para os problemas de atos impróprios. Segundo a página Ology.com, “há rumores de que a nova versão do Chatroulette incluirá um algoritmo capaz de digitalizar um determinado vídeo e detectar um pênis, bloqueando assim os usuários que gostam de mostrar suas partes íntimas. Outras possibilidades incluem o uso de alertas contra quem estiver burlando as regras de comportamento do serviço”.

O Chatroulette também teria criado uma parceria com Shawn Fanning, criador do Napster. No entanto, o mais recente rumor do TechCrunch indica que esse relacionamento pode ter sido dissolvido. Isso porque Fanning estaria concentrado em sua nova startup, a Path, que é uma ferramenta que facilita a criação, compartilhamento e correlação de listas de interesses e que ele não queria manter nenhuma relação com o Chatroulette. 

Logo, o que o futuro reserva para o Chatroulette? Será que o site cairá, passará por uma revisão de sua imagem ou implantará um software “anti-taradow?”. Ou será que o serviço reconheceu que os seus 15 minutos de fama terminaram?

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