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MIT quer criar chips 100 vezes mais velozes com novo material

Nova pesquisa aponta que limites de velocidade nos chips de silício podem ser deixados para trás com a fabricação de processadores de graphene.

Redação do COMPUTERWORLD

01/04/2009 às 11h11

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De acordo com pesquisa do Massachusetts Institute of Technology (MIT), o final do limite de velocidade dos chips de silício pode estar mais perto do que se pensa. Atualmente, o silício - material padrão para produção de chips - suporta entre 4 a 5 gigahertz.

Este valor pode saltar para 500 a 1 mil gigahertz com a fabricação de chips de Graphenes, uma forma pura de carbono descoberta em 2004. O MIT criou um chip com o material que é capaz de multiplicar freqüências. Em experiência no laboratório, pesquisadores conseguiram dobrar a frequência de um sinal eletromagnético após cruzar o chip.

Ainda que pesquisadores já tivessem usado o graphene (camada de átomos de carbono com um átomo de profundidade) para criar protótipos de transistores e outros dispositivos simples, os últimos resultados do MIT abrem a possibilidade de novas aplicações. Recente estudo da IBM, por exemplo, mapeou a dissipação de calor em nanotubos de graphene.

Como os multiplicadores de graphene possuem apenas um transistor, eles não geram sinais com ruídos e eliminam a necessidade de filtros. As descobertas do MIT foram relatadas em encontro na American Physical Society por Tomás Palacios, professor assistente no departamento de engenharia elétrica e ciência da computação do MIT.

O trabalho foi desenvolvido por Palácios, o professor assistente Jing Kong e dois estudantes Han Wang e Daniel Nezich. "Acredito que a descoberta terá implicações tremendas em comunicadores e eletrônicos de alta-frequência", disse Palácios, em comunicado para a imprensa.

Segundo o pesquisador, ao colocar uma série de chips que dobram a freqüência é possível atingir valores até 100 vezes maiores do que os atuais. O pesquisador acredita que a descoberta deve levar entre um ano a dois anos para ter aplicações comerciais.

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