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Mobilidade: confira os melhores equipamentos de 2010

iPhone e iPad continuam imbatíveis, mas aparelhos Android já mostram sua força, enquanto a RIM corre atrás do lucro

Infoworld/EUA

29/12/2010 às 9h12

Foto:

Acredite,  2010 será conhecido como o ano em que a
computação pessoal e profissional se mesclaram. Foi o ano em que o iPhone
derrubou a parede que segregava os dois universos.

E qual o melhor aparelho móvel para aplicação nesse
mundo novo, integrado? O próprio iPhone?

Com tantas opções como BlackBerry (RIM), Apple e a Palm da
HP em cima da mesa fica difícil responder. Some a essas opções os consagrados
Android e o novato Windows Phone 7. A Infoworld, reduziu a miríade de soluções
atualmente disponíveis àquelas realmente relevantes.

Melhor tela sensível ao toque:  comparamos todos os
aparelhos e nenhum deles se compara ao iPhone (apesar de alguns modelos interessantes, como Galaxy S, da Samsung, ou Droid 2, da Motorola). O
produto da Apple ainda mostra desempenho excelente na hora de realizar tarefas
como navegação web, envio de e-mails e de outras mensagens e apresentação
de arquivos de diferentes mídias (leitura na tela, apresentação de filmes e
execução de arquivos de música, por exemplo).

O sistema iOS, na fase 4, tem
configurações de segurança robustas, apropriadas para o mundo corporativo e
pode ser controlado à distância. Ele representa uma ameaça à até então
celebrada hegemonia do BlackBerry OS nesse segmento. Perto desses dois, o único
sistema que se aproxima, é o defunto Windows Mobile.

Apesar de os departamentos de TI criticarem a vinculação do iOS ao uso do iTunes para execução de várias tarefas, a plataforma representa
um meio descomplicado de fazer backup dos dados passíveis de serem criptografados,
como preveem regulamentações governamentais nos EUA.

Longe de ser perfeito, o iOS 4 tem um fator incômodo chamado
iPhone. Resoluções de áudio deficientes e problemas de conectividade dificultam
a vida dos usuários. Se essas questões não forem enfrentadas junto da ausência
de um teclado físico, a parcela de pessoas que se negam a comprar o aparelho
permanecerá fiel a sua decisão. Mas o iPhone continua sendo a representação
ideal do que chamamos de smartphone.

O aparelho com tela sensível ao toque tão boa, ou comparável
à tela do iPhone é o Droid Incredible. Munido com sistema operacional Android 2.2,
ele deixa a desejar em termos de segurança e ainda não é tão bem vindo quanto o
sistema iOS no ambiente corporativo.

iphone4390

iPhone 4: o smartphone a ser vencido

Melhor teclado: Achamos que o Black Berry Torch mereça esse
prêmio. As aplicações disponíveis para envio de mensagens e edição
de textos por parte dos executivos que carregam esse aparelho no bolso depõe a favor da empresa. O teclado retrátil lembra muito o do modelo Bold; facílimo
de operar.  A navegação web foi
reconhecidamente o tendão de Aquiles nos aparelhos da Black Berry. Essa fase
passou. O display do BlackBerry Torch tem tamanho e qualidade suficientes
para exibir a Internet em todo seu esplendor. Se ainda faltam aplicativos para
a linha BlackBerry, a evidência de que o Torch não é “só mais um BlackBerry”
talvez dê conta disso.

Em resumo: o BlackBerry Torch tem os aplicativos
corporativos e a predileção comprovada dos executivos por esses aparelhos com
as habilidades de interpretar web tão bem quanto um iPhone.

Mas, caso o teclado “old school” do BlackBerry seja algo que
o incomode, sugerimos que experimente o Motorola Milestone II. Também munido
com sistema Android 2.2 e mal visto em ambientes corporativos, o aparelho tem um
excelente hardware para digitação.

Melhor Tablet: Mercado aberto pela Apple e fortemente
criticado por vários especialistas, hoje é difícil imaginar um mundo
corporativo ou pessoal sem o gadget.

A razão do sucesso dos tablets é sua qualidade e a maneira
como podem se equivaler aos laptops. Sua tela, de tamanho razoável, oferece uma
experiência de navegação web semelhante à conhecida em PCs. A opção de rodar aplicativos de produtividade, como editores de texto e planilhas
de cálculos, sem dificultar demais a visualização, é outro ponto a favor.

Uma série de acessórios completam os tablets em sua jornada
rumo à conquista dos corações e das mentes de executivos, estejam estes nos
escritórios ou em casa, distantes do mundo dos negócios. A praticidade dos
tablets ainda é coroada por baixo peso (em média 700 gr) e duração de bateria
razoável, variando entre 10 e 11 horas de uso.

O suporte nativo ao Exchange no sistema iOS 4 permite que o representante
iPad circule em empresas. Um incômodo no iPad é seu browser. O Safari tem
problemas na interpretação de sites orientados a aplicativos, como é o caso do
Google Docs e do Windows Web Apps ou o Sharepoint. Ainda assim, para uma
primeira versão, o tablet de Steve Jobs é muito bom.

Espera-se uma segunda geração de iPads para o início de 2011.
Certo está que terá câmera frontal e traseira, talvez seja um pouco mais fino e
tenha processamento otimizado; seja mais veloz que seu antecessor. Mesmo assim,
usar o modelo atual é uma satisfação. A Apple, ciente da insatisfação pública
quando atualizações de software que não rodam em dispositivos anteriores, sempre
distribui novos sistemas que podem ser instalados em versões mais antigas dos
dispositivos. Quem, por enquanto não se rendeu ao iPad, não tem alternativa
senão esperar, pois não existe nada igual no mercado.

Talvez haja novas opções em 2011, pois é evidente que a
plataforma Android está a caminho de se tornar um competidor a altura do iPad. Para
o primeiro semestre de 2011 possivelmente seja lançada uma versão do Android
voltada a operar em tablets. Na RIM também haverá um avanço significativo com o
tablet PlayBook.

Era esperado que o Windows Phone 7 viesse embutido nos
dispositivos da Palm, mas essa perspectiva foi abortada com a compra repentina
da empresa pela HP. Por falar em HP, ela lançou o Slate, este sim, munido com o
sistema da Microsoft. Mas o dispositivo mostrou ser um produto com finalidades
de explorar as possibilidades do universo dos tablets, e não uma tentativa
séria de competir no segmento. Então nem a HP ou a Microsoft cumpriram à risca
suas promessas de atender o mercado de soluções mobile em 2010.

No caso da Nokia, enfraquecida, é tentador jogar uma pá de
cal sobre seus aparelhos e sua plataforma, mas nunca se sabe o que o futuro esconde.

Certo é que a distância entre a Apple e os outros competidores
deverá aumentar com o advento dos novos iPads e o resto dos gadgets da família “i”.
Perto dela, apenas a Google e o Android são concorrentes a serem considerados.

Resta ver o que 2011 nos reserva.

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