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Modelo de assinaturas da Apple “enfurece” empresas de música

Co-fundador do Last.fm diz que "a Apple f**** com o sistema de assinatura de música online no iPhone"

Macworld / Reino Unido

18/02/2011 às 17h30

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Os executivos dos serviços de música com base em assinatura, como o We7, Last.fm e Rhapsody, estão irritados com o novo modelo de assinatura da App Store. Informações da PaidContent mostram que esses serviços estão insatisfeitos com a insistência da Apple em reter 30% das transferências das assinaturas criadas a partir de dispositivos iOS, alegando que as margens de lucro  seriam pequenas demais nesse sistema.

Steve Purdham, CEO e fundador da We7 afirmou que o modelo de assinaturas da Apple é “economicamente inviável”, enquanto que Richard Jones, co-fundador do Last.fm, foi além, escrevendo em seu website que a Apple “f**** com o sistema de assinaturas de música online para o iPhone”.

Apesar de os serviços de streaming continuarem livres para oferecerem assinaturas em seus próprios sites, eles não poderão fazer um link para sua própria página de inscrição a partir do aplicativo. A regra começa a funcionar a partir do dia 30/06. O Rhapsody, um dos serviços de streaming, expressou sua ira a respeito do novo regulamento. “Um acordo imposto pela Apple que nos faz pagar 30% de nossa receita para a empresa, além das taxas de conteúdo que pagamos para as gravadoras e  músicos, é economicamente inviável”, disse a companhia em um comunicado.

A indústria de publicações parece sustentar uma visão um pouco mais positiva do sistema de inscrições. Richard Stephenson, CEO da Yudu Media, disse que vai aconselhar os editores a separarem reservas e que, apesar da comissão da Apple ser exorbitante, o método de assinatura do iTunes agradável ao usuário pode trazer um número maior de assinantes.

“Quando você tira pessoas da App Store, você perde muitas outras durante o caminho, e essa taxa é muito alta”, comentou Stephenson. O CEO completou que há muitos iPads em circulação e que, “independente das taxas da Apple, é preciso estar lá. Se não pode vencê-los, junte-se a eles”.

Algumas companhias serão prejudicadas pelas novas regras da Apple a não ser que façam mudanças em seus aplicativos, especialmente no caso da Amazon. Para se adequar ao formato da Apple, ela terá que remover o link “Shop in Kindle Store” do aplicativo do Kindle. Esse endereço, que abre no navegador do dispositivo, exibe a loja online de livros  da Amazon, que até então é a maneira mais fácil dos usuários do app do Kindle adquirirem novos títulos.

Apesar de algumas dúvidas a respeito sobre se devem ou não serem iniciadas investigações anti-truste a respeito do serviço de assinatura da App Store, o Wall Street Journal informou que os órgãos reguladores americanos estão acompanhando a situação de perto. Enquanto isso, o Google anunciou seu próprio serviço de assinaturas, o One Pass, apenas um dias depois do anuncio da Apple. Ele pede uma taxa de 10% da receita, contra 30% do que é cobrado pela empresa de Steve Jobs.

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