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Modelo de negócio da Apple trava negociações de venda na China

Modelo de divisão de receita mensal de assinaturas impediu que a China Mobile fechasse negócio com a Apple.

Computerworld/EUA

14/04/2008 às 16h03

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O modelo de divisão de receita de assinaturas de serviço, no qual o iPhone se baseia, é a principal razão para que a China Mobile Communications ainda não tenha negociado a venda do celular com a Apple, segundo o CEO da maior provedora de serviços móveis da China, Wang Jianzhou.

Jianzhou disse a jornalistas, no sábado (12/04), que o atual modelo de negócio da Apple, no qual operadoras devem dividir a receita de assinaturas de serviço mensais com a fabricante do iPhone, impediu que as duas empresas firmassem uma parceria.

Mas o CEO da China Mobile não descartou a possibilidade de um futuro acordo. “Nossas portas continuarão abertas enquanto houver demanda pelo produto”, ele disse durante uma conferência no sul da China, segundo divulgou o jornal Xinhua.

Há rumores de que a China Mobile e a Apple tenham iniciado uma negociação, mas a operadora chinesa desistiu de fazer uma acordo em janeiro, devido à insistência da Apple em cobrar uma taxa de 20% a 30% sobre a receita mensal das assinaturas de serviços dos usuários de iPhones.

A Apple afirmou repetidas vezes que lançará o iPhone no mercado asiático até o final de 2008, mas até agora não especificou em qual país o smartphone estará disponível no segundo semestre.

Segundo Ezra Gottheil, analista da Technology Business Research, a Apple recebe mensalmente entre 10 e 18 dólares por usuário de iPhone, em virtude do tipo de acordo que mantém com as operadoras.

A China Mobile tem ganhado cerca de 6 milhões de novos usuários por mês, e hoje essa base conta com um total de 380 milhões de assinaturas.

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