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Modelo de negócio das máquinas de fliperama é revivido pelos jogos sociais

Games pagos trazem prosperidade a empresas como Zynga e Playfish e atraem a atenção para uma classe de jogadores que cresceu comprando fichas.

IDG News Service

27/04/2010 às 15h00

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O modelo de jogos pagos está de volta. Não se trata de máquinas de ficha, como os antigos fliperamas, e não tem como alvo todas as pessoas com interesse em jogar, mas está trazendo milhões de novos jogadores. E também está chamando a atenção de uma indústria inteira de entretenimento e mudando muitos conceitos.

Jogos sociais como o Farmville e o We Rule (para iPhones) revelam o tipo de passatempo pelo qual estaremos dispostos a pagar no futuro. Ironicamente, eles retomam um modelo que foi muito comum nos anos 90.

Na Game Developers Conference 2010, ocorrida em março, em São Francisco (EUA), os jogos sociais foram identificados como mais baratos e mais rápidos de serem produzidos. Além disso, são vistos como uma boa oportunidade para gerar lucros quando se cria ferramentas que motivem seus usuários a pagar por algo que acelere o andamento do jogo.

Diante de conhecidos
Ao contrário do passado, ocupar o primeiro lugar na tabela de pontuações não é mais o principal objetivo deste tipo de jogo. Um dos fatores que mais estimulam jogadores é a vergonha.

Por estarem extremamente ligados a pessoas conhecidas, os usuários se dedicam a desenvolver seu jogo para manter as aparências.  Porém, isso exige trabalho e, na ausência de tempo para dedicar-se ao jogo, muitos acabam pagando para acelerar os acontecimentos.

Com o sucesso de empresas que desenvolvem estes jogos, como a Zynga, Playfish e Crowdstar, a indústria está começando a observar a psicologia inserida nesta tática e se perguntando se seria possível fazer mais dinheiro introduzindo novamente o modelo pago de jogo.

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A Zynga tem recebido um grande retorno com seus jogos sociais e está rapidamente se tornando uma das empresas mais rentáveis no mundo dos jogos. Sua receita vem de incentivos aos jogadores para pagar uma pequena quantia regularmente.

Ceticismo
Para uma companhia como a Activision, que nunca encontrou uma oportunidade de receita que não provocasse algum receio, isso deve tê-la deixado confusa sobre o futuro de produtos como a série Call of Duty.

O CEO da empresa, Bobby Kotick, pode ter manifestado no passado seu ceticismo sobre o modelo. Mas a cultura de massa está começando a mudar, particularmente entre os gamers que cresceram enfiando fichas nas máquinas arcaicas dos anos 80.

O novo modelo de jogos pagos está bem próximo de nós.  De certa forma, é um retorno às formas do passado. Elas voltam disfarçadas de simples e inocentes jogos sociais, que muitos nem sequer consideram videogames.

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