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Motorola anuncia o “Moto X”

Aparelho é o primeiro inteiramente desenvolvido após a aquisição da empresa pela Google, e aposta no software e na personalização para se destacar entre os concorrentes

Rafael Rigues*

01/08/2013 às 13h16

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A Motorola colocou fim a meses de especulações, vazamentos e expectativa e anunciou na tarde desta quinta-feira, em um evento realizado em Nova Iorque, o Moto X, o primeiro smartphone inteiramente desenvolvido após a aquisição da empresa pela Google. E meio que remando contra a maré o aparelho aposta em software e personalização, e não em hardware superpoderoso, para se destacar dos concorrentes.

O Moto X é baseado na plataforma “Moto X8” que fez sua estréia nos novos Droid anunciados na semana passada. Segundo a empresa trata-se de um chip de “oito núcleos” dividos entre um processador dual-core de 1.7 GHz (uma variante do Qualcomm Snapdragon S4 Pro), uma GPU quad-core (Qualcomm Adreno 320), um núcleo dedicado a “computação contextual” e outro dedicado ao “processamento de linguagem natural”. Com este design o aparelho pode estar sempre pronto para responder a comandos de voz, por exemplo, mesmo que as CPUs estejam em repouso. Isso deve ajudar na autonomia da bateria, que tem capacidade de 2200 mAh.

Além disso o aparelho tem 2 GB de RAM e 16 GB ou 32 GB de memória interna, com um slot para cartões microSD. Em termos de conectividade há suporte a redes 4G, Wi-Fi no padrão 802.11 a/b/g/n e ac, Bluetooth 4.0 e NFC, para facilitar a comunicação com periféricos e outros aparelhos. A tela de 4.7 polegadas usa a tecnologia AMOLED e tem resolução de 1280 x 720 pixels (HD).

A câmera de 10.5 MP usa uma nova tecnologia chamada “Clear Pixel”: uma câmera tradicional usa um arranjo de pixels sensíveis a cores específicas: vermelho, verde ou azul (RGB), e combinando a intensidade da luz em cada uma destas cores é possível representar qualquer outra. Uma câmera ClearPixel tem também pixels “transparentes” que captam toda a informação luminosa, independente da cor. Com isso é possível tirar melhores fotos em ambientes pouco iluminados e usar velocidades do obturador mais altas, o que resulta em menos fotos borradas em cenas de ação, como na hora de fotografar uma criança ou um bichinho de estimação.

Personalizável

A Motorola diz que o Moto X é o primeiro smartphone “projetado por você”. Isso significa que, ao adquirir o aparelho, o consumidor pode personalizar vários de seus aspectos, como a cor, os papéis de parede que serão embarcados e até mesmo pedir a gravação de uma mensagem na tampa traseira, num total de mais de 2.000 combinações possíveis. Nos EUA os consumidores podem visitar o site Moto Maker e escolher a cor da frente do aparelho (preta ou branca), 18 cores para a tampa traseira e mais 7 cores para os "detalhes" (botões de volume, anel ao redor da câmera). Os aparelhos são produzidos em uma fábrica da Motorola no Texas, e a Motorola garante a entrega em até quatro dias.

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Algumas das (muitas) opções de cor do Moto X

Software

O Moto X roda uma versão bastante limpa do Android 4.2.2, mas a Motorola adicionou aqui e ali alguns recursos extras ao software. Um deles é o "Touchless Control": o smartphone está “sempre atento” e pronto a receber comandos de voz. Basta dizer "OK Google Now" seguido de um comando, como "what is the forecast for today" para obter a previsão do tempo. Tudo isso sem sequer tocar no aparelho. Também é possível obter instruções de direção, definir um alarme ou obter uma lista de comandos disponíveis dizendo "OK Google Now, help me". O recurso é uma extensão do Google Now, já disponível em qualquer aparelho com o Android 4.1 ou mais recente. Um detalhe interessante: o smartphone "aprende" a voz do usuário, e responde apenas a ela.

Também há um sistema de notificações (Active Display) que ativa apenas parte da tela para exibir informações como mensagens recebidas ou chamadas perdidas quando o smartphone está inativo. Assim o usuário recebe mais informações do que com um LED piscando, mas com consumo de energia menor do que se o aparelho inteiro for “acordado” só para saber quem ligou.

A interface da câmera também foi modificada e é operada por gestos. Deslizar um dedo a partir da borda esquerda da tela traz uma menu circular com configurações da câmera, e deslizar a partir da borda direita leva para a galeria. Há opções para fotografia HDR (High Dinamic Range), efeitos ao vivo e vídeo em câmera lenta, juntamente com recursos típicos como flash e a possibilidade de silenciar o obturador.

Não há um botão de disparo da câmera. Em vez disso, os usuários podem tocar em qualquer lugar na tela para tirar uma foto, ou segurar o dedo sobre a tela para tirar várias fotos em sequência. Para aproximar ou afastar a imagem o usuário pode arrastar um dedo para cima ou para baixo em qualquer lugar na tela.

Outro novo recurso é o "Captura rápida" (Quick Capture): os usuários podem ligar a câmera agitando ou chacoalhando o telefone duas vezes, ignorando a senha de bloqueio de tela ou o padrão de segurança no aparelho. O gesto libera apenas o uso da câmera: para usar outros apps e recursos ainda é necessário desbloquear o smartphone.

Preço

Nos EUA o Moto X custará US$ 199 (com um contrato com uma operadora), e estará disponível nas quatro grandes operadoras no país. Ainda não há informações sobre o lançamento no Brasil.

* Com informações de Florence Ion, TechHive

 

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