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Motorola traz loja de aplicativos Android para a América Latina

Já em operação na China, Shop4Apps chega ao Brasil, México e Argentina "em breve".

Rafael Rigues

05/05/2010 às 18h59

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Uma das principais diferenças do Android, o sistema operacional para smartphones desenvolvido pela Google, em relação ao iPhone da Apple é a "abertura" do ecossistema de aplicativos e desenvolvedores. A Google impõe poucas restrições ao conteúdo dos aplicativos publicados em sua loja, o Android Market, e não se preocupa nem mesmo com competidores em potencial: desenvolvedores são livres, por exemplo, para criar lojas alternativas. 

É o que está fazendo a Motorola com sua Shop4Apps, uma loja de aplicativos que já está em operação na China desde janeiro deste ano e logo chega à América Latina. E para atrair desenvolvedores para a plataforma Android, e consequentemente para sua loja, a Motorola organizou em São Paulo nesta quarta-feira o MOTODEV Summit.

Composto por mais de 20 palestras e tutoriais, o evento visa facilitar a entrada de novos desenvolvedores no mercado de aplicativos móveis, bem como facilitar a transição de quem já trabalhava com tecnologias mais antigas, como o JavaME, para a plataforma Android. É a segunda edição do evento no Brasil e a décima no mundo.

Segundo John Ellis, Diretor de Softwares e Serviços da Motorola para as Américas, a empresa deve trazer "em breve" (mas sem mencionar uma data) sua loja para o Brasil, México e Argentina. O evento serve como uma espécie de prévia, capacitando os desenvolvedores para que estejam prontos quando a loja realmente chegar ao mercado nacional.

Experiência Motorola

A empresa espera diferenciar a Shop4Apps do Android Market (a loja oficial da Google) aos olhos do consumidor com ferramentas como o My Locker, que centraliza todos os aplicativos adquiridos em um único espaço e facilita sua reinstalação em caso de troca de aparelho, ou um sistema de buscas que ajuda o usuário a encontrar os aplicativos mais relevantes de acordo com sua localização, operadora e idioma. Segundo Claudia Backus, Diretora Sênior de Ecossistema da Motorola, isto e a oferta de aplicativos "sob medida" para os smartphones da empresa irá compor uma "Experiência Motorola" única.

Mas Backus não comenta sobre o sistema de cobrança que será utilizado na loja para permitir acesso a aplicativos pagos, algo notoriamente ausente no Android Market. Nos EUA, usuários do Market podem fazer o pagamento através do serviço Google Checkout, ou diretamente na conta telefônica, graças a acordos de "billing" com as operadoras. No Brasil, usuários tem acesso apenas aos programas gratuitos.

Já para os desenvolvedores a Motorola oferece integração das ferramentas de publicação de aplicativos ao seu kit de desenvolvimento, batizado de Motodev. O software também oferece recursos como um sistema para teste remoto dos programas em smartphones reais, algo especialmente útil para o pequeno desenvolvedor. A empresa também promete ferramentas promocionais para ajudar na divulgação dos aplicativos.

Mas mais do que ferramentas, o principal atrativo é o tamanho do mercado e o potencial para lucro. De acordo com John Ellis, em 2009 foram 3.5 bilhões de downloads de aplicativos móveis em todo o mundo, com um lucro total de 6 bilhões de dólares. A expectativa é que em 2013 ele chegue a 22 bilhões de downloads e mais de 30 bilhões de dólares.

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