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Motorola RAZR MAXX: o Android com fôlego de atleta

Smartphone traz bateria de alta capacidade e sai de fábrica com o Android 4.0 “Ice Cream Sandwich”

Rafael Rigues

27/07/2012 às 17h19

Foto:

Quando fiz o review do então recém-lançado Motorola RAZR, em novembro passado, um dos poucos pontos negativos que encontrei foi a autonomia de bateria. Para conseguir um aparelho com apenas 7,1 mm de espessura (o mais fino do mundo, na época) a Motorola teve de sacrificar a bateria, o que resultou em uma autonomia de 5 horas em nosso teste de reprodução de vídeo, e apenas 13 horas de uso leve no dia-a-dia.

O RAZR MAXX, lançado no final de junho aqui no Brasil, busca remediar exatamente este ponto. Ele é basicamente o RAZR com uma bateria maior, com capacidade de 3300 mAh. Ou seja, quase 85% a mais do que a do modelo original (1780 mAh). E um outro detalhe importante: ele já sai de fábrica rodando o Android 4.0 “Ice Cream Sandwich”, uma das mais recentes versões do sistema operacional da Google.

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Motorola RAZR MAXX

Como os aparelhos são praticamente idênticos, neste artigo irei me concentrar apenas nas principais diferenças entre o MAXX e seu antecessor. Detalhes como a qualidade da tela ou da câmera estão disponíveis no review original do Motorola RAZR.

Hardware e design

Quando digo que o RAZR MAXX é “basicamente o RAZR com uma bateria maior”, estou sendo literal. Se você observar os dois aparelhos de frente, lado-a-lado, não notará diferença alguma. Largura, altura, design e acabamento são idênticos, com a principal diferença sendo a espessura e o peso: para acomodar a bateria maior o RAZR MAXX tem 9 mm de espessura e pesa 145 gramas. Ou seja, 2 mm mais grosso e 18 gramas mais pesado que o antecessor.

O hardware também é o mesmo. O coração do aparelho é um processador dual-core OMAP 4430 da Texas Instruments, rodando a 1.2 GHz, acompanhado por 1 GB de RAM. Há 16 GB de memória interna, dos quais 4 GB são reservados para instalação de aplicativos, e 8 GB disponíveis para o usuário armazenar músicas, vídeos, fotos e arquivos. Os 4 GB restantes são reservados pelo sistema operacional. Há um slot para cartões microSD, que aceita cartões de até 32 GB.

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RAZR MAXX visto de lado. 9 mm de espessura

O RAZR MAXX tem uma câmera traseira de 8 MP, que também é capaz de fazer vídeos em Full HD. A bateria não é removível, e o aparelho usa cartões microSIM (como no iPhone, Galaxy S III e Lumia 800), em vez dos SIM Cards de tamanho tradicional.

Software

O RAZR MAXX é um dos primeiros aparelhos no mercado nacional a sair de fábrica com o Android 4.0 “Ice Cream Sandwich” (ICS http://goo.gl/BsUtr). Apesar de ter sido anunciada há nova meses, ainda são poucos os aparelhos equipados com esta versão do sistema. Ela traz uma nova interface, melhorias no desempenho e recursos úteis como um monitor de consumo de dados nativo. Com ela também é possível usar aplicativos exclusivos, como a versão do Google Chrome para Android. 

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Lock Screen e tela inicial. Android 4 quase "limpo"

Fico feliz em relatar que a Motorola “pegou leve” na customização do sistema operacional. Fora ícones e widgets, o sistema é praticamente o ICS puro. Digo praticamente porque a Motorola adicionou alguns apps como o SmartActions, que automatiza tarefas fazendo o aparelho reagir a condições predeterminadas pelo usuário (como “quando os fones forem plugados, abrir o Media Player”), o MotoCast, que facilita o “streaming” de conteúdo como músicas, fotos e documentos de um PC para o smartphone e o MotoPrint, que facilita a impressão de documentos. Todos úteis e bem-vindos.

Bateria e desempenho

A autonomia de bateria é o principal ponto do RAZR MAXX, e o aparelho cumpre as expectativas. Em nosso teste de reprodução de vídeo, feito com o aparelho em modo avião e brilho da tela em 50%, ele chegou à marca de 10 horas, o dobro do modelo original.

Já no teste no dia-a-dia, o RAZR conseguiu sobreviver a uma maratona de 18 horas de uso intenso, incluindo aí quase uma hora de streaming de vídeo (via YouTube) sobre uma conexão 3G, uso da câmera para fazer uma dúzia de fotos e uso constante de navegação na web e redes sociais. Em situações mais típicas, foi comum voltar para casa após um dia de trabalho, cerca de 12 horas longe da tomada, com 40% de carga restante na bateria. Um número muito bom.

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Resultados de um benchmark e detalhes do software. Android 4.0.4

Já no desempenho, o RAZR MAXX mostrou uma ligeira vantagem em relação ao antecessor no benchmark AnTuTu. Foram 6322 pontos, contra 6017 do modelo anterior, provavelmente resultado de otimizações no sistema operacional. Não é algo que você vá notar no dia-a-dia, mas não deixa de ser uma surpresa agradável.

Veredito

Na época de seu lançamento considerei o RAZR original como um dos melhores smartphones Android disponíveis no mercado, com desempenho e características muito similares às do Galaxy S II. Em outros pontos ele se mostrou superior, com um kit de acessórios muito mais completo já incluso na embalagem e a versatilidade de se conectar a uma das “Lapdocks” da Motorola, se transformando em uma espécie de netbook. Seu ponto fraco era, justamente, a autonomia de bateria, inferior à do concorrente da Samsung.

Pois o RAZR MAXX (R$ 1.499 no pré-pago na Vivo, ou R$ 699 no plano Vivo Smartphone Ilimitado 200 3G Plus) corrige o problema, e ainda traz “de brinde” o Android 4. Desde novembro passado o mercado de smartphones mudou e concorrentes mais poderosos, como o Samsung Galaxy S III, chegaram às lojas. Ainda assim, quem procura um bom smartphone com “fôlego” para aguentar o dia-a-dia tem no RAZR MAXX uma ótima opção. 

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