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Mulheres detêm 45% dos empregos em tecnologia e telecom

Estudo do instituto Great Place to Work aponta ainda que 34% das vagas de liderança nas empresas também estão com elas.

Rodrigo Afonso, repórter do Computerworld

06/03/2009 às 17h07

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De acordo com os dados referentes à participação feminina entre a lista das "50 Melhores Empresas para trabalhar de TI e Telecom", do instituto Great Place to Work, as mulheres já ocupam um espaço bastante significativo nessas corporações - 45% das vagas. Segundo o mesmo instituto, as mulheres estão também com 34% dos postos de liderança nessas empresas, um total representativo, levando em consideração o histórico de predominância masculina nessas áreas.

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De acordo com Robert Andrade, analista da consultoria de carreiras Robert Half, o universo de tecnologia ainda tem um certo preconceito com relação às mulheres, principalmente nas áreas mais técnicas. “Nos EUA, onde o preconceito é muito menor, é comum ver mulheres na alta gestão, liderando equipes”.

Apesar da avaliação, Andrade afirma que existe uma mudança em curso. “A participação das mulheres, como em outras áreas que eram consideradas masculinas, tende a crescer muito. Assim como as mudanças culturais, isso é algo que leva tempo, mas o número de mulheres que estudam TI nas universidades e que se interessam pela área já indica essa mudança”, atesta.

Uma prova dessa transformação, segundo Andrade, é a distribuição da presença de mulheres. Enquanto no nível de analista o percentual já é significativo, nas áreas de gerência e diretoria é mais raro encontrá-las. “Isso indica que as mulheres apenas começaram carreira na área. Com o passar do tempo, veremos um equilíbrio maior em todos os níveis”, complementa.

É o caso de Bruna Rampazzo, estagiária da TOTVS e aluna do segundo ano de Sistemas de Informação na FIAP. A carreira de Bruna começou ainda antes da universidade, na BCS Informática, onde ela usou conhecimentos adquiridos como autodidata.

“Minha mãe também trabalha em TI e é líder na Unimed, mas quando começou na área era uma exceção”, afirma Bruna. A jovem diz que em sua turma, com 30 alunos, 12 são mulheres, um número bom se forem levados em consideração os primórdios da área, quando praticamente só havia homens nas cadeiras universitárias.

Quem comprova esse histórico é Simone Gaspar, analista de software da InMetrics. Quando estudou Ciência da Computação, havia apenas quatro mulheres em uma sala com 60 homens. Hoje, com um MBA e diversas certificações, afirma que boa parte dos funcionários com cargos iguais ao seu na empresa em que trabalha são mulheres.

Simone diz que ainda enfrenta um pouco de preconceito, mas acredita que ser mulher ajuda muito em sua rotina profissional. “Trabalho em uma área em que é necessário ter uma percepção muito detalhista das coisas e executar diversas tarefas ao mesmo tempo. São situações nas quais as mulheres acabam se saindo melhor”, orgulha-se a analista.

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