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Município transforma caça-níqueis apreendidos em PCs para escolas

Ao custo de 90 reais cada, Itapevi vai tranformar máquinas de jogos ilegais em computadores comuns para uso em escolas públicas.

Redação do Computerworld*

30/04/2008 às 18h16

Foto:

Uma iniciativa da prefeitura de Itapevi, cidade da Grande São Paulo, pode
sinalizar a solução para um problema que atrapalha as delegacias de polícia há
cerca de um ano.

A partir de projeto apresentado pela Secretaria da Educação do
município, algumas máquinas caça-níqueis apreendidas, que ocupavam espaço no
pátio das delegacias, estão sendo transformadas em computadores
convencionais. Dessa forma, tornam-se úteis para crianças e
adolescentes da rede pública de ensino.

Inicialmente, seis máquinas foram modificadas e funcionam na sede da
secretaria, mas a previsão é que 40 novos computadores sejam montados e
distribuídos por entidades e instituições de ensino.

A Secretaria da Educação apresentou a idéia ao delegado de Itapevi, em
novembro do ano passado. Ele gostou do projeto e fez uma representação para a
juíza corregedora, em dezembro. No mês seguinte, o programa foi iniciado, com autorização
da Justiça.

Além de oferecer computadores aos alunos por preço acessível, sobrou mais
espaço no pátio da delegacia – a cidade apreendeu, apenas em 2007, cerca de 500
máquinas caça-níqueis.

Os responsáveis por restaurar os equipamentos são os próprios estudantes do
ensino público, estagiários do Programa Primeiro Emprego. Segundo a Secretaria
de Educação, dez estagiários trabalham no projeto, em setores diferentes.
Alguns na montagem, outros na parte técnica, de hardware,
etc. A intenção é aumentar o número de estudantes conforme formos recebendo
mais máquinas.
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Nem todas as máquinas podem ser aproveitadas integralmente, pois muitas
foram danificadas ao ficarem expostas nos galpões, sem cuidados específicos. Em
alguns casos, foram necessárias dez delas para fazer um computador, porque os
especialistas pegavam peças de uma para formar outra.

Mesmo assim, a reciclagem é vantajosa, segundo a cidade. O custo para cada
unidade é de 90 reais. A máquina já vem equipada com monitor, placa, memória,
caixa de som - só é preciso tirar os softwares dos jogos de azar e instalar mouse e
teclado.

Em abril de 2007, mandado expedido pela Justiça determinou que a polícia do
Estado se empenhasse em lacrar todas as máquinas caça-níqueis em funcionamento.
Aproximadamente 37,7 mil equipamentos apreendidos na capital desde o início do
ano passado (que aguardam determinação da Justiça para serem destruídos) ocupam
galpões e pátios das delegacias. A transformação da funcionalidade da máquina é
alternativa pode ajudar a polícia a resolver o problema e já despertou
interesse em Carapicuíba
(SP) e em cidade do interior da Bahia.

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