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Museu digital europeu já conta com 14 milhões de itens

Europeana tenta reunir conteúdo produzido na região, de partituras escritas à mão por Beethoven à 1ª edição da Origem das Espécies

IDG News Service

19/11/2010 às 16h49

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O acervo do museu digital europeu já conta com mais de 14 milhões de itens. Ainda assim, seus coordenadores não se dão por satisfeitos e estão à procura de novas maneiras para aprimorar a coleção.

Chamada de Europeana, o portal funciona como uma enciclopédia de todo o conhecimento produzido na Europa, de livros, jornais e mapas a vídeos, áudios, pinturas e fotografias. Gratuito, foi lançado em novembro de 2008, e superou as expectativas iniciais: esperava-se que em 2010 o museu já tivesse digitalizado 10 milhões de artefatos, mas o número alcançado é 40% maior.

“Há espaço para mais”, disse Neelie Kroes, responsável pelo cronograma do projeto. “Por exemplo, vídeos e áudios representam apenas 2% do acervo”.

Por outro lado, 64% da coleção vêm de ilustrações – fotografia, mapas e pinturas – e 34% são textos – incluindo mais de 1,2 milhão de livros disponíveis para download e manuscritos datados de antes do século XVI.

Direitos autorais
Um dos maiores problemas da Europeana é identificar os detentores dos direitos autorais de cada objeto a ser adicionado. A maioria deles é bem antiga, cuja origem remete a um período anterior ao da criação de leis de propriedade intelectual; outros são “órfãos”, ou seja, o autor é desconhecido, mas ainda há documentos que, antes de serem usados, precisam ter seus vínculos examinados.

O objetivo é evitar os problemas que a Google já teve que enfrentar. Ano passado, a União Europeia exigiu garantias da empresa de Mountain View de que seu projeto, o Google Books, não estava infringindo as leis de direito autoral ao escanear e publicar milhões de livros na Internet. A gigante das buscas argumentou que as obras que ainda não estavam em domínio público, e estavam disponíveis para venda, só entravam no projeto mediante acordo com as editoras. Também prometeu que aumentaria seus esforços para averiguar se os livros visados não eram mais impressos e, portanto, poderiam ser publicados em formato digital.

Quando do lançamento da Europeana, havia o temor de que ela se tornasse uma concorrente do Google Books. No entanto, verificou-se que as posições ocupadas por cada uma são distintas: embora o museu europeu receba contribuições de dezenas de instituições culturais, estas organizações mantêm a influência sobre o conteúdo oferecido. Já a Google faz tudo por conta própria; pesquisa, publica e controla.

Enfim, enquanto a Europeana funciona mais como um buscador, convidando os usuários a entrarem nos portais das instituições onde o material está guardado, o Books armazena e exibe tudo em sua página.

Pluralidade
França e Alemanha são os maiores patrocinadores, mas o Comitê des Sages, grupo que coordena o projeto, deseja que mais países enviem suas contribuições, a fim de garantir que a Europeana represente a pluralidade do Velho Continente. Para isso, em 2011, os próprios usuários poderão enviar os materiais que possuem sobre a Primeira Guerra Mundial.

Dentre os inúmeros objetos presentes no museu virtual, destaque para partituras escritas à mão por Beethoven, registros de viagens feitas por Mozart, alguns vídeos que explicam como se deram as experiências de Galileu, pinturas de Jan Steen do século XVII e as primeiras edições de “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin.

Um relatório, elaborado pelo Comitê des Sages, detalhando os avanços obtidos desde o início do projeto, deverá ser revelado no começo do ano que vem.

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