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MWC 2014: telas maiores, câmeras melhores e mercados emergentes são tendências

LG G Pro 2, Nokia X, Samsung Galaxy S5 e Sony Xperia Z2 são alguns dos aparelhos mais notáveis anunciados na feira

Mikael Ricknäs, IDG News Service

26/02/2014 às 16h28

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Mais uma vez os fabricantes de smartphones esperam que câmeras melhores e telas maiores serão o suficiente para convencer os usuários a atualizar seus aparelhos. E ao mesmo tempo eles aumentam seus esforços para convencer consumidores nos cada vez mais importantes mercados emergentes a comprar seu primeiro smartphone. Estas são as conclusões a que chegamos após analisar os principais anúncios e lançamentos durante o Mobile World Congress 2014, feira de telecomunicações que aconteceu durante esta semana em Barcelona, na Espanha.

Melhores câmeras

Se há um denominador comum especialmente entre os smartphones mais sofisticados anunciados durante o MWC 2014, são as câmeras aprimoradas.

Antes mesmo da feira começar a LG anunciou o G Pro 2, que permite aos usuários gravar vídeo em HD a 120 quadros por segundo ou em 4K, um recurso que faz sentido para uma empresa que também tenta convencer os consumidores a comprar TVs 4K. Segundo a LG, um recurso chamado “Magic Focus” permite que o usuário selecione a profundidade de campo da imagem antes de salvá-la.

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LG G Pro 2

Estes mesmos recursos apareceram quando a Sony e a Samsung lançaram na segunda-feira o Xperia Z2 e o Galaxy S5. Ambos os aparelhos podem gravar vídeo em 4K, e o Z2 pode gravar a 120 quadros por segundo para criar um efeito de “slow motion”. Eles também podem controlar a profundidade de campo, num recurso que é chamado pela Samsung de “selective focus” e pela Sony de “background defocus”.

 

A Samsung, que aumentou a resolução da câmera de seu S5 para 16 MP, também destacou um sistema de foco automático que leva apenas 0.3 segundos para focar a imagem, enquanto a Sony alardeou uma maior velocidade do obturador. Por sua vez a LG promoveu a combinação de hardware e software em seu sistema de estabilização de imagem. Tanto o Z2 quando o S5 não tem um sistema de estabilização óptica, o que ajuda a reduzir fotos “tremidas”, especialmente em situações de pouca luz, onde o obturador tem de ficar aberto por mais tempo.

Telas crescem, mas resolução é a mesma

A segunda tendência mais óbvia é o contínuo crescimento no tamanho das telas. Entre os aparelhos mais caros ele é pequeno: de 5 para 5.1 polegadas entre o Galaxy S4 e Galaxy S5 e de 5.1 para 5.2 polegadas entre o Xperia Z1 e Xperia Z2. Quem prefere telas ainda maiores tem opções como o ZTE Grand Memo II, que tem uma tela de 6 polegadas em vez das 5.7 polegadas do Grand Memo original.

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Samsung Galaxy S5

Uma tela maior tem um custo: o Galaxy S5 é 15 gramas mais pesado, 5 mm mais longo e 3 mm mais largo que o S4.

Não são só os aparelhos mais sofisticados que estão recebendo telas grandes. O Nokia XL tem uma tela de 5 polegadas e custa 109 Euros, descontando impostos e subsídios. Mas os usuários deste aparelho não poderão apreciar uma imagem em Full HD: a resolução da tela é de 480 x 800 pixels, o que não é tão ruim quando soa à primeira vista.

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Sony Xperia X2

Uma coisa que não mudou foi a resolução máxima, que ainda é de 1920 x 1080 pixels. Antes do MWC havia especulação de que alguns dos smartphones mais sofisticados fariam um salto para telas com resolução de 2560 x 1440 pixels (4K), o que não aconteceu.

Mercados emergentes são cada vez mais importantes

É difícil não notar a crescente importância dos smartphones com preços acessíveis. Ao longo dos últimos dois anos tem havido uma dramática mudança nas vendas, à medida em que mais pessoas estão comprando smartphones de baixo custo que custam menos de 100 Euro (cerca de R$ 320), de acordo com Stephen Elop, Vice Presidente Executivo da divisão de aparelhos e serviços na Nokia.

Na feira a Nokia oficialmente se rendeu ao domínio do Android neste segmento e lançou a família Nokia X de smartphones, que no momento custa a partir de 89 Euro (R$ 285) sem taxas e subsídios. Os aparelhos são baseados no código-fonte Open Source do Android (o Android Open Source Project, ou AOSP) e tem uma interface com o usuário fortemente inspirada na do Windows Phone.

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Nokia XL

E para os consumidores que podem pagar ainda menos, a Mozilla e a fabricante chinesa de chips Spreadtrum revelaram um chipset projetado para o uso em smartphones de US$ 25 (cerca de R$ 60) rodando o Firefox OS, um sistema operacional que é focado nos dispositivos de baixo custo. Estes aparelhos devem chegar ao mercado ainda neste ano.

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