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Na CES 2014, empresas batalham por um espaço junto ao seu corpo

2014 será o ano dos “wearables”, mas os fabricantes ainda terão trabalho para convencer os usuários de sua utilidade.

Martyn Williams, IDG News Service

09/01/2014 às 18h54

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Na edição 2014 da CES, feira de tecnologia que acontece até o dia 11 de janeiro em La Vegas, o espaço mais disputado não são amplos salões do Las Vegas Convention Center, mas você.

Centenas de produtos que são usados junto ao corpo foram anunciados durante a feira, um sinal de que as empresas apostam que os “wearables” (algo como “vestíveis”) serão a próxima grande onda.

A promessa é interessante. Quer checar sua pisada e se certificar de que não está colocando peso demais nos joelhos? Há um gadget para isso. Se certificar de que as crianças não saiam do caminho na volta para casa? Não faltam opções. Monitorar a exposição de sua pele à radiação ultravioleta? Também há algo para isso. Na verdade parece haver um wearable para qualquer situação imaginável.

O frenesi dos fabricantes foi explicado por Kaz Hirai, presidente e CEO da Sony: “você só tem dois pulsos e uma cabeça, e não pode vestir 10 aparelhos diferentes”, disse ele aos repórteres na terça-feira. “Depois que você ‘conquista’ o pulso de uma pessoa com um produto em particular, ela provavelmente continuará com ele. A barreira para entrada é grande, mas depois da conquista o consumidor é seu”.

A Sony usou a feira para anunciar um diminuto gadget chamado Core, um sensor que se comunica via Bluetooth com um smartphone e transmite dados para um “Lifelog”. O app constrói um perfil do seu dia e pode dizer o quanto você dormiu, quantos passos deu, por onde esteve e até mesmo a que músicas ouviu.

Hirai notou algo que é fácil ignorar em meio à cacofonia dos corredores da CES e o brilho das apresentações de novos produtos: “Há muito potencial nesse sentido, mas não há um consenso sobre quais usos irão realmente levar os consumidores a adotar estes produtos”, disse ele.

Muitos dos produtos mostrados na CES irão provavelmente cair na obscuridade e não irão “mudar vidas para sempre”, como insistem os slogans.

“2014 será o ano dos wearables, não tanto pelas vendas, mas porque será o ano em que os fabricantes lançarão produtos para ver o que funciona, disse Carolina Milanesi, uma diretora da Kantor World Panel. “Eles estão tentando fazer com que os consumidores deixem de pensar ‘Isso é legal, mas será que vale US$ 300?’ e pensem ‘Uau, eu realmente preciso disso!’”.

Por enquanto a reação dos consumidores tem sido morna. Pulseiras para medir a atividade física se mostraram populares com os mais ativos, mas os gadgets mais caros e chamativos, como os smartwatches (relógios inteligentes) ainda não despertaram grande interesse.

Mas de acordo com um relatório publicado pela Juniper Research em Outubro, isso vai mudar neste ano. A empresa estima que 2014 será o ano em que os wearables irão “decolar”, com o mercado gerando mais de US$ 1.5 bilhões.

Mas apesar de toda a atenção aos wearables na CES, a empresa mais influente no mercado é uma que não está em Las Vegas nesta semana, e sequer tem um produto.

Desde o ano passado há rumores de que a Apple irá lançar um smartwatch. E o power da empresa de mudar os gostos dos consumidores com seus produtos faz muitos considerarem que o smartwatch da Apple será o que irá dar o “pontapé inicial” no mercado.

“Não há questão de que com o Galaxy Gear a Samsung tentou chegar a este mercado antes da Apple. Mas alguns fabricantes estão esperando, porque seja lá o que a Apple fizer, irá mudar o mercado”, complementa Milanesi.

E se estes vestíveis parecem futuristas, espere só até você ver o que vem por aí.

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Este macacão tem sensores e, na tartaruga, um computador completo para monitorar os sinais vitais do bebê

A Intel apresentou um minúsculo PC baseado em Linux e do tamanho de um cartão SD, chamado “Edison”, e quer que ele se torne o “motor” por dentro de muitos wearables futuros.

Um destes gadgets, mostrado durante a apresentação da Intel, era um macacão para bebês equipado com sensores que monitoram a temperatura, frequência cardíaca e respiração da criança. Os dados eram enviados a xícaras de café inteligentes que piscavam luzes coloridas para alertar os pais sempre que o bebê precisava de atenção. E não é tudo: um aquecedor inteligente esquenta a mamadeira se o bebê começar a chorar.

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