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Não devíamos ter enfrentado a Apple com o Zune, diz ex-executivo da Microsoft

Em entrevista recente, Robbie Bach admite que empresa de Redmond chegou tarde ao mercado de tocadores portáteis e não soube fazer frente ao então líder iPod

Macworld / Reino Unido

16/05/2012 às 10h46

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O ex-executivo da Microsoft, Robbie Bach, revelou que pensa que a Microsoft nunca deveria ter criado o media player Zune.  “Se eu tivesse percepção do que deveria ter sido feito, 20 por 20, e pudesse fazer o Zune de novo, nós iríamos pular os tocadores portáteis de mídia completamente.” Com essa ideia, Bach pensa que um melhor movimento teria sido “produzir o serviço de música mais legal da história para os seus telefones.”

Bach explicou, em uma entrevista para o site GeekWire, que “o mercado de música portátil acabou e já estava começando a morrer quando nós começamos. Honestamente, nós simplesmente não fomos honestos o bastante, e acabamos perseguindo a Apple com um produto que na verdade não era ruim, mas ainda era um produto `perseguidor`, e não havia razão para alguém dizer, `ah, eu preciso sair e comprar esse negócio`.”

O ex-funcionário da Microsoft compara o Zune ao Xbox, e reflete que: “No lado do Zune, e isso é muito mais culpa minha do que de qualquer outra pessoa, penso que nossa mensagem de marketing era muito confusa. Não acho que as pessoas tenham saído com a ideia, esse é o Zune e é por isso que ele é diferente.”

“Nós fizemos alguns anúncios realmente artísticos para um segmento muito pequeno do mercado musical, e não cativamos o segmento mais amplo de ouvintes”, completa.

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Ex-funcionário da Microsoft admitiu Zune (foto) não foi a forma correta de enfrentar o iPod

A Microsoft também falhou em conseguir parceiros para o Zune, e essa é outra razão pela qual o produto falhou, de acordo com Bach. Ele explica: “Não é como se não tivéssemos tentado, mas – eu não sei como dizer isso educadamente – a indústria da música simplesmente não entendeu. Eles não entenderam que ficar dependentes da Apple seria ruim para eles. E eles estavam tão viciados na droga que a Apple estava lhes dando que não conseguiram olhar para o passado para perceber que precisavam de algo diferente para realmente impulsionar seu negócio.”

Depois, o executivo continua: “O negócio das gravadoras, a indústria musical, nunca se recuperou disso. Se você olhar para o valor de mercado, a Apple tomou todo e qualquer valor de mercado que havia na indústria fonográfica e o apagou. Esse não é uma reclamação sobre a Apple, bom para eles. Mas eles apagaram isso, e criaram alguns novos valores para eles mesmos.”

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