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Não tem iPhone? Então me dá um Galaxy S…

Remessas do aparelho da Apple não estão dando conta do mercado brasileiro; concorrente com Android supera as projeções de vendas da Samsung

Renato Rodrigues, do IDG Now!

17/11/2010 às 20h47

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A falta de iPhones no mercado brasileiro está ajudando a impulsionar as já aquecidas vendas daquele que pode ser considerado seu principal (senão único) concorrente disponível no país: o Galaxy S, da Samsung.

Nos últimos dias, vários veículos publicaram notas relatando que a última remessa de telefones da Apple foi de apenas 70 mil unidades, rapidamente absorvidas pelos ávidos consumidores nacionais. Enquanto isso, também começaram a pipocar no Twitter reclamações de que seu maior rival, o smart da Samsung, também está difícil de achar, ao menos nas capitais da região Sudeste, que responde por 60% do mercado no país.

A reportagem do IDG Now! percorreu algumas lojas de operadoras em dois grandes shoppings paulistanos e constatou: o celular Android está vendendo como pão quente, disseram os vendedores.

"Realmente, não estamos dando conta da demanda, principalmente na região Sudeste", admite Hamilton Yoshida, diretor de TI e Telecom da Samsung. E lamenta: "não conseguiremos nem no Natal".

Além da logística complicada do Brasil ("um de nossos desafios é distribuir o que produzimos"), outro gargalo para o Galaxy S é a tela. Feita com tecnologia AMOLED (LEDs orgânicos), é feita em uma só fábrica, no interior da Coreia.

Segundo ele, o mercado brasileiro de smartphones está crescendo a passos de tigre asiático. "Só este ano haverá um aumento de 50% nas vendas unitárias", disse. Embora representem apenas 7% do total do setor, em unidades, os smarts já são 15% em valor.

Fabricado em Campinas (interior de São Paulo), o Galaxy S recebeu uma arma importante para combater o iPhone: TV Digital no padrão 1Seg. Além da Coreia, o Brasil é o único país a contar com esse recurso.

Para Yoshida, o fato de 70% dos aplicativos do Android Market serem gratuitos também ajuda na luta contra o aparelho da Apple. Além disso, "para metade dos consumidores que estão entrando nesse mercado, pouco importa o sistema operacional – o que eles querem é a experiência de uso, como jogos, web, multimídia e acesso a redes sociais", argumenta.

É principalmente nessa fatia que o Android está atacando o iOS, diz o executivo. Ao chegar nas lojas e não encontrar o iPhone, o consumidor pode ser "seduzido" pela concorrência.

No mundo, o telefone top de linha da fabricante, distribuído em 90 países, já vendeu 5 milhões de unidades e também está indo acima do esperado. O chefe global da divisão mobile da fabricante, Shin Jong-kyun, disse há algumas semanas que a empresa projeta vendas de 20 milhões de smartphones este ano, 2 milhões a mais do que a projeção anterior, em junho.

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