Nasa confirma que laptops da estação espacial foram contaminados

Relatório confirma que máquinas foram infectadas por malware não confirmado pela Nasa, que admitiu não ser primeira infecção do tipo.

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A Nasa confirmou nesta quarta-feira (27/08) que um malware, identificado como "W32.Gammima.AG" pelo site SpaceRef, conseguiu quebrar barreiras de segurança e infectar um laptop usado dentro da Estação Espacial Internacional (da sigla em inglês, ISS) na última segunda-feira (25/08).

A primeira citação ao malware na ISS aconteceu em 11 de agosto, quando o relatório diária da Nasa na estação descreve que o russo Sergey Volkov, comandante da estação, "trabalhava no laptop russo RSS-2" e "reve acesso a cartões com fotos após uma checagem de vírus pelo Norton AntiVirus".

Uma semana mais tarde, Volkov descobriu outro laptop russo, desta vez o RSK-1, fazendo varreduras em seu disco rígido por malwares.

No dia seguinte, o russo transmitiu os resultados da checagem para o centro de operações na Terra, enquanto o astronauta Greg Chamitoff fazia testes em outro laptop possivelmente infectado.

"Todos os laptops A31p estão atualmente sendo carregados com a última versão do antivírus Norton, da Symantec, e arquivos de definição atualizados para aumentar a proteção", afirmou a Nasa.

O W32.Gammima.AG é um worm para Windows com mais de um ano de atuação que rouba informações de jogadores de 10 tipos de games online diferentes, alguns específicos para o mercado chinês. O malware também planta um rootkit no sistema infectado e transmite dados para um servidor remoto.

Atualmente, o worm não representa qualquer ameaça para a estação, segundo o porta-voz Kelly Humphries. "Nunca foi uma ameaça de possível controle das operações do computador".

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