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Netbooks ainda não estão prontos para uso corporativo, dizem especialistas

Baixa capacidade de processamento é uma das barreiras. Para entrevistados, netbooks fazem sentido apenas para grupos específicos de profissionais

Redação da CIO / EUA

16/04/2009 às 12h18

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As vendas dos netbooks, mini laptops leves, com baixo consumo de energia e preço mais baixo, cresceu de forma muito rápida para os consumidores finais. Com isso, a indústria responsável por esses equipamentos vislumbra uma entrada no mundo corporativo. No entanto, de acordo com profissionais de tecnologia da informação, os netbooks ainda não estão prontos para serem usados no mundo corporativo.

Muitos gerentes de tecnologia citam como desvantagem o baixo poder de processamento e o tamanho pequeno das telas dos netbooks. Stephen Laughlin, diretor de tecnologia de uma empresa de entretenimento, não descarta os netbooks para o futuro, mas diz que por enquanto eles não têm vez. “Eu consideraria os portáteis se o poder de processamento aumentasse, se os HDs tivessem mais capacidade e se as telas fossem maiores”, diz.

Laughlin diz que sua companhia precisa de computadores robustos e poderosos, e que manter netbooks baratos simplesmente como uma máquina de backup não vai tornar o ambiente mais produtivo.

Para Michael Boyer, vice-presidente da Fiberlink, comprar um netbook como máquina secundária não é compatível com as demandas atuais que exigem corte de custos. “Não há sentido em manter redundância de máquinas. Eu só compraria um netbook para alguém que tivesse certeza de que o equipamento endereça todas as suas necessidades”, garante.

Boyer argumenta que netbooks em corporações são bons somente para um certo grupo de usuários que precisam de maior mobilidade, mas diz que esses equipamentos ainda precisam de melhorias nos quesitos durabilidade e conectividade à internet, “mesmo que este equipamento chegue a um preço maior”. Apesar disso, Boyer ainda pretende comprar netbooks para alguns funcionários: engenheiros de vendas, desenvolvedores e outros que viajam frequentemente.

Chris Rapp, vice-presidente de tecnologia no Banco Soverign, preocupa-se com o uso do equipamento em uma instituição financeira. Ele afirma que uma criptografia completa nesses computadores seria algo custoso e não justificável para aparelhos low-end.

Rapp considera os netbooks como máquinas complementares para certos usuários, mas mesmo assim gostaria que eles oferecessem mais recursos de segurança. “Se houvesse uma maneira de localizar e bloquear netbooks perdidos ou roubados, minhas preocupações seriam menores”, complementa.

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