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Nexus One: que esperar do evento que o Google realiza nesta terça

Mais que um smartphone com marca própria, faria mais sentido esperar o lançamento de um dispositivo gratuito, baseado em anúncios.

Ian Paul, da PC World/EUA

04/01/2010 às 17h38

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Estamos a menos de 24 horas da realização do evento especial que o Google programou para a manhã desta terça-feira (5/1), nos Estados Unidos, para um grande anúncio relacionado o Android – para muitos, trata-se do lançamento de um smartphone equipado com o sistema operacional, mas que virá num equipamento com a marca do próprio buscador e que deve se chamar Nexus One.

Segundo relatórios mais recentes, o Nexus One seria apenas mais um smartphone com Android, como o Milestone Droid (Motorola), só que com alguns recursos adicionais que poderiam aproveitar melhor a plataforma.

É importante ressaltar que, até agora, o Google não confirmou qualquer destes dados. Mesmo assim, compilamos comentários, boatos e informações que circulam na web e veja o que encontramos.

O dispositivo
No final de semana, o blog Engadget publicou uma breve descrição do que ele vem chamando do Nexus One. O veredicto inicial dado ao aparelho, ainda que um celular legal, é de que não se trata de um smartphone matador e que irá revolucionar o mercado de dispositivos móveis.

Sua característica mais marcante acredita-se ser a velocidade de processamento, que seria decorrente do uso do chip Snapdragon de 1 GHz. O celular mais rápido disponível no mercado atualmente é o Palm Pre, que usa um processador de 600  MHz. O Nexus One também tem uma interface de navegação melhorada e algo como papéis de parede animados.

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Reprodução do blog Engadget

O Nexus One vem com tela touch de 3,7 polegadas, slot para cartão microSD expansível até 32 GB, câmera de 5 MP com flash LED, memória ROM de 512 MB e mesma quantidade de RAM. O dispositivo, produzido para o Google pela HTC, deve ser ligeiramente mais fino que o iPhone.

Touch sim, mas não multitouch
O Nexus One pode não vir com capacidade multitoque, mesmo que ele traga o sistema operacional Android 2.1, capaz de suportar o recurso. Esta não é primeira vez que um dispositivo Android deixa de incorporar tal funcionalidade. Relatórios divulgados há quase um ano, davam conta de que o Google tinha deixado de lado o recurso no G1 a pedido da Apple – acredita-se que conta sérias disputas por patentes neste tipo de tecnologia.

Entretanto, o relacionamento entre o gigante de buscas e a Apple mudou muito desde então. Mesmo assim, o motivo que levou o Google a deixar o recurso multitoque de fora no Android ainda é um completo mistério.

Comercilização
O Nexus One pode ter duas opções de preço, dependendo do que se lê na web, e o dispositivo seria vendido diretamente pelo Google.

A primeira opção diz que seria possível comprar o smartphone com um contrato de dois anos com a T-Mobile (nos Estados Unidos) por 180 dólares, com um plano de serviços que inclui voz e dados por 80 dólares por mês.

A segunda alternativa envolve a compra de um versão desbloqueada do celular por 530 dólares e conectá-lo a qualquer operadora e plano de dados que usuário desejar.

Analistas de mercado duvidam que este último modelo – preço alto e sem qualquer vínculo com uma operadora  - possa ser bem sucedido para o Google. Só que, nesta análise, desprezam o fato de que o celular mais vendido pela Amazon durante os feriados de final de ano foi justamente o modelo desbloqueado da Nokia, o 5800 Xpress Music. Mesmo assim, dispositivo da Nokia  foi vendido a 270 dólares, bem abaixo do preço estimado para o smartphone do Google.

Segundo o Engadget, o Nexus One não seria compatível com a rede 3G da AT&T, a única outra operadora GSM nos Estados Unidos. Dessa forma, a não ser que os usuários norte-americanos fiquem felizes por contar por uma lenta rede EDGE para sua conexão móvel, eles terão que, necessariamente, ser clientes da T-Mobile.

Outras questões
Ao que tudo parece, o Nexus One tem tudo para ser um smartphone respeitável. O problema é entender o motivo que teria levado Google a querer lançar um handset que seria apenas um pouco melhor do que o Milestone Droid.

Se o Google estivesse mesmo planejando algo radical – como oferecer um dispositivo gratuito, suportado por anúncios, digamos – aí sim o Nexus One faria sentido. Mas oferecer um smartphone como qualquer outro não parece um bom negócio.

Não faz muito sentido que o gigante de buscas lance um smartphone apenas para ter um aparelho com sua própria marca. Assim, devemos esperar esta terça-feira para descobrir qual carta o Google traz escondida na manga para fazer o Nexus One um movimento mais apelativo.

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