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Notebook de 100 dólares só daqui a três anos, avalia Gartner

Enquanto Taiwan revela o 'notebook mais barato do mundo', por US$ 130, consultoria alerta para riscos técnicos do laptop popular.

IDG News Service/EUA

28/07/2008 às 18h26

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No mesmo dia em que a indústria anuncia um notebook de 130 dólares, a consultoria Gartner divulga um estudo afirmando que o consumidor ainda terá de esperar três anos para comprar um laptop de 100 dólares.

No estudo divulgado nesta segunda-feira (28/07) a Gartner faz um alerta: se os fornecedores se concentrarem demais em atingir a marca dos 100 dólares, perderão foco em questões técnicas essenciais para os portáteis.

Na opinião de Annette Jump, analista da consultoria, a corrida pelo laptop de 100 dólares em mercados emergentes deixa alguns problemas em aberto. "Entre eles, determinar a relevância das especificações de hardware, a oferta de energia elétrica, a estrutura e o custo das conexões à internet, bem como condições adequadas de financiamento e pagamento nos mercados emergentes."

Enquanto a Gartner divulgava sua análise, a fabricante taiwanesa Carapelli Ltd. anunciava o Impulse NPX-9000, um laptop de 130 dólares, considerado o "laptop mais barato do mundo". A pegadinha é que as máquinas são vendidas somente em lotes de 100 unidades.

Antes do anúncio da Carapelli, o portátil mais acessível do mercado era o laptop XO, criado pela organização One Laptop Per Child's (OLPC), e vendido por tempo limitado, a 188 dólares, no ano passado.
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Embora tenha sido a máquina mais barata até então, o XO ainda apresentava deficiências em hardware, como limitações de processamento e funções gráficas.

A analista da Gartner nota, em seu relatório, que a crescente demanda por laptops mais baratos aliada à queda nos preços de componentes, poderia reduzir os preços dos portáteis entre 10% e 15% nos próximos três anos. Jump lembra que os custos de montagem, empacotamento e software devem ser os mesmos, neste período.

No vácuo dos laptops voltados ao segmento educacional, os mini laptops, ou ultraportáteis, vem conquistando os usuários residenciais.

Jump ressalta que o caminho dos ultraportáteis é oferecer uma opção de acesso a novos usuários de internet. "Os mini notebooks alcançarão muitos consumidores em todas as regiões, tanto em mercados mais maduros, como máquinas adicionais, como em mercados emergentes fazendo o papel dos PCs", conclui.

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