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Nova técnica deve estimular uso comercial de criptografia quântica

Sistema, que funciona a partir da distribuição de fótons por rede de fibra óptica, é mais seguro que técnica convencional.

Techworld/Reino Unido

03/06/2008 às 12h26

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Pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos (NIST, na sigla em inglês) demonstraram uma técnica que pode tornar a criptografia quântica mais barata, aumentando as chances de comercialização.
 
A técnica, explicada no jornal IEEE Communications Letters, permite reduzir os custos dos equipamentos necessários para fazer a distribuição de chaves quânticas, processo que permite criptografar e transmitir dados usando os princípios da mecânica quântica.

Estes sistemas normalmente funcionam a partir da distribuição de fótons por meio de uma rede de fibra óptica, com informações codificadas na polarização dos fótons.

Eles são criados para permitir o nível máximo de segurança, com qualquer tentativa de invasão ou monitoramento dos dados resultando em dano ao sistema.

Hoje, estes sistemas custam caro - entre 5 mil e 20 mil dólares para cada detector de fótons, sendo que o protocolo mais usado - chamado BB84 - exige pelo menos quatro deles para funcionar.

O novo método, chamado DTBS (detector-time-bin-shift), exige apenas dois detectores, reduzindo os custos.
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Em seus estudos, os pesquisadores criaram ainda um novo protocolo chamado B92, que reduz a necessidade de dois detectores para um, segundo o NIST.

Novas experiências feitas desde o fechamento do artigo publicado na revista revelaram ainda que é possível utilizar apenas um detector de fótons também para o protocolo BB84.

O método detalhado no artigo reduz a velocidade de transmissão dos dados pela metade, mas o sistema ainda funciona em velocidade de banda larga.

Em testes realizados em 2006, o NIST conseguiu trocar informações com criptografia quântica à velocidade de 4 milhões de bits por segundo em um link de fibra de 1 km.

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