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Novas regras de assinatura da Apple afetam a Amazon

Anunciada ontem, diretriz atinge o aplicativo Kindle, que tem versões para iPhone e iPad; empresa precisa retirar link para compras no site, entre outras coisas

Computerworld / EUA

16/02/2011 às 10h36

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A Apple anunciou ontem, 15/2, os detalhes de seus planos de assinatura para serviços oferecidos na App Store, e confirmou que exigirá os já conhecidos 30% do valor das editoras que vendem conteúdo em seus aplicativos. O novo modelo afetará a Amazon.com e outras lojas de livros eletrônicos para iPhone, iPod Touch ou iPad, admitiu uma porta-voz da Apple.

As editoras e vendedoras de conteúdo devem remover qualquer link dentro de seus apps que levam a opções de compra fora da App Store, segundo a Apple, uma exigência que significa que a Amazon.com terá de eliminar o acesso direto à Kindle Store, que atualmente é fornecido em seus apps para iPhone, iPod Touch e iPad.

Assinaturas e outros conteúdos digitais ainda podem ser vendidos fora da App Store – saindo assim do corte de 30% - segundo a Apple, mas a companhia agora irá exigir que se isso acontecer, o aplicativo também inclua opções de compra em sua loja online.

“A Apple exige que se uma editora escolhe vender uma assinatura digital separadamente fora do app, a mesma oferta também precisa estar disponível, por um preço igual ou menor, para os consumidores que querem realizar a assinatura de dentro do aplicativo”, afirma o comunicado da “maçã”.

Para periódicos como revistas e jornais, as editoras podem estabelecer a periodicidade de uma assinatura para semanal, mensal, bimestral, trimestral, anual ou bianual. Os usuários selecionam um período para assinar, então clicam em realizar pedido, o que debita o cartão de crédito associado à conta da pessoa no iTunes.

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Kindle no iOS: aplicativos de terceiros devem remover links para outras lojas

“A Apple processa todos os pagamentos, mantendo a mesma participação de 30% vigente atualmente para outras compras dentro dos apps”, afirma a companhia.

“Nossa filosofia é simples – quando a Apple trouxer um novo assinante
para o app, a Apple ganha uma porcentagem de 30%”, disse o CEO da
empresa, Steve Jobs, em um comunicado. “Quando a editora trouxer um
assinante novo ou existente para o aplicativo, ela fica com os 100% e a
Apple não ganha nada.”

Jobs, que atualmente está de licença médica, ainda estaria fortemente
envolvido com as decisões da companhia, trabalhando de casa e
realizando reuniões por telefone com outros executivos.

Ainda ontem, a porta-voz da Apple, Trudy Muller, confirmou que essas regras não se aplicam apenas a editoras de jornais e revistas, mas também para fornecedores de conteúdo, como a Amazon.com, que oferece um aplicativo de seu e-reader Kindle para os aparelhos móveis da empresa de Steve Jobs.

Até o fechamento desta notícia, a Amazon não havia respondido a um pedido para comentar essas novas regras, responder questões sobre como os consumidores poderão comprar livros e se ela continuará a oferecer uma versão do seu e-reader para iOS.

Mesmo sem o link “Shop in Kindle Store”, os usuários ainda poderão comprar livros fora da App Store – no site da Amazon, por exemplo, ou por meio de um aplicativo do Kindle que não seja para produtos da Apple – e então carregá-los para seu iPhone, iPod Touch ou iPad.

A Apple não especificou um prazo para que os desenvolvedores modifiquem seus apps existentes. Além disso, a porta-voz também não respondeu até o momento a uma questão sobre esse assunto.

Essas novas diretrizes da “maçã” chegam pouco após a controvérsia iniciada no começo deste mês, quando a Sony anunciou que a Apple havia rejeitado seu aplicativo de e-reader. Na época, a companhia japonesa afirmou que havia “chegado a um impasse” com a Apple quanto às regras de compras dentro do app.

A primeira publicação a anunciar que ofereceria assinaturas diretamente pelo aplicativo foi a News Corp., que lançou um jornal exclusivo para iPad chamado “The Daily”, há cerca de duas semanas.

Após o lançamento do “The Daily”, vários analistas e especialistas previram que a Apple lançaria o serviço de assinaturas dentro dos apps ontem porque o período gratuito de teste de duas semanas do novo veículo – patrocinado pela operadora Verizon – tinha previsão de acabar no mesmo dia.

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