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Novo Metal Gear Solid: Peace Walker tem crossover com Monster Hunter

Segundo título para PSP da série de Snake tem como ponto forte modo multiplayer; lançamento ocidental acontece em junho.

GamePro / EUA

04/05/2010 às 12h26

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No recente evento Boot Camp (da Konami) para o anúncio de “Metal Gear Solid: Peace Walker”, uma dezena de jornalistas de games foram levados para uma simples sala de um hotel em São Francisco, nos Estados Unidos, cada um apenas com petiscos e um PSP (PlayStation Portable) para fazer companhia. Havia um pouco de falatório sobre a inclusão de alguns inimigos do jogo “Monster Hunter” em missões colaterais, e a maior parte de nós apenas riu disso enquanto ligava os aparelhos.

Entretanto, o jogo criado pelo lendário Hideo Kojima, surpreendentemente tem muito mais de Monster Hunter do que inicialmente esperado. Sim, os monstros aparecem em algumas missões, mas esse jogo foi influenciado pelo simulador da Capcom até o âmago de sua jogabilidade. Até os controles oferecem uma opção chamada Hunter, desenvolvida especificamente para facilitar a entrada dos jogadores de Monster Hunter. E isso nos leva à questão principal do jogo: Peace Walker é uma versão Metal Gear Solid de Monster Hunter. Durante dois dias, nos foi mostrado que Peace Walker foi claramente desenvolvido com a opção multiplayer em mente, e não apenas no modo Versus. As primeiras impressões não demonstraram o quanto é importante jogar com os amigos. O modo single player é na verdade uma experiência difícil, com a maior parte dos jogadores no Boot Camp se debatendo durante a primeira hora. Frustrante para dizer o mínimo, morrer repetidamente em razão de um precoce e subdesenvolvido Snake emparelhado com inimigos e batalhas de chefes que beiram o injusto, tudo contribui para tornar Peace Walker...nada pacífico.

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Novo jogo da franquia traz Naked Snake como protagonista mais uma vez.

Após se equilibrar, contudo, Peace Walker torna-se muito mais atrativo, já que Snake não é mais reduzido aos recursos limitados de um jogador. Com dois jogadores, os soldados inimigos podem ser facilmente distraídos por um enquanto o outro vai direto ao ponto, ou os jogadores podem compartilhar uma caixa “lovebox” ou ganhar bônus de saúde (“health”) andando juntos. As batalhas contra os chefes, todas épicas na extensão e maiores do que nunca, podem ser completadas com até quatro jogadores. Eu posso continuar listando as maneiras como o jogo se abre com mais de um jogador, então entenda que multiplayer é algo incrível. Foi uma experiência dinâmica e voltada ao coletivo, e muito mais satisfatória do que a lenta, difícil e frustrante experiência individual.

Claramente, Monster Hunter tem sua “marca” nos documentos de desenvolvimento de Peace Walker. Isso não é necessariamente algo ruim, pois após 16 horas de jogo, nós ainda queríamos mais. No entanto, o Boot Camp foi feliz, pois estávamos trancados por horas seguidas, e enquanto a população japonesa é culturalmente confortável com o modo multiplayer no PSP, o mesmo não acontece com o público do Ocidente. Encontrar companheiros para jogar pode ser muito mais difícil por esses lados. Ainda pior, uma vez que não existe conexão online, a não ser para o serviço Ad-Hoc Party do PS3, e chat por voz, os jogadores ocidentais ficam a ver poeira nesse caso.

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"Metal Gear Solid: Peace Walker" torna-se mais dinâmico e divertido no modo multiplayer (multijogador).

A trama, sobre a qual não posso falar muito, é insana como sempre. Estamos em 1974, dez anos após os eventos de “Metal Gear Solid: Snake Eater” (2004); Snake está em uma ótima situação na Costa Risca, e tem muito com que lidar. A CIA e a KGB são problemas, uma graciosa garota de 16 anos chamada Paz precisa de atenção, uma revolucionária femme fatale da Nicarágua tem problemas com autoridade, e mais do que um simples camafeu e toneladas de fan service preenchem as coisas. Tem muita coisa acontecendo em Peace Walker. Não é preciso dizer que os fãs de Metal Gear vão gostar muito de tudo que é relevante no grandioso mundo de MGS. Como em Metal Gear Solid: Portable Ops (2006), primeiro título da série lançado para PSP, todas as cut scenes são lindamente feitas no estilo graphic novel de Ashley Wood, e o jogo possui um dos melhores visuais do console portátil.

Agora, com a jogabilidade central, os fãs de Portable Ops vão se lembrar da estranha mas divertida opção de criar pelotões para auxiliar Snake nas missões. Apesar de não criar mais times para ajudá-lo fisicamente, ele vai voltar com seus métodos antigos de seqüestrar soldados para recrutamento na recém-adquirida Mother Base, em uma plataforma petrolífera (que faz referência à franquia) no Mar do Caribe. Graças ao Fulton Recovery System, um item de recuperação do tipo balão, Snake pode despachar logo para a base soldados fracos ou machucados.

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Para manter sua organização, Snake pode sequestrar soldados para recrutamento.

Colecionar soldados é um aspecto incrivelmente importante do jogo, já que você precisa deles para ter certeza de que a organização de Snake, chamada de Militaires Sans Frontiers, está em boa forma. Cada soldado possui certa quantidade de estatísticas, para que eles e alguns NPC´s fiquem na base fazendo de tudo, desde cozinhar, tratar dos soldados feridos, buscar e desenvolver novos itens e armas, assim como esperar pelos combates. Esses soldados de combate podem ser usados para repetir (replay) missões já completadas, desempenhar missões alternativas, e participar de modos versus. Além disso, eles, e qualquer veículo obtido por Snake, podem ser enviados para Outer Ops, um modo básico em que soldados são enviados a missões que você nunca verá, e com sorte eles voltarão vivos, com mais soldados e itens.

E então há a “busca e desenvolvimento” (R&D – Research and Development). Coloque todos os seus melhores pensadores aqui, e antes que se dê conta, Snake terá novas caixas de papelão, rifles, lançadores de foguete, granadas, e muitas armas bizarras e itens para auxiliar a missão. Soldados irão fazer na cozinha os diversos tipos de itens de saúde que Snake come. Estranhamente, aqueles que esperavam a inclusão de Doritos e Mountain Dew como itens de saúde ficaram desapontados. Esse recurso, disponível na versão japonesa do game, foi substituído por tortillas e sodas genéricas.

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No modo multiplayer é possível distrair soldados enquanto o outro jogador pode atacar.

As missões são as típicas mecânicas secretas que esperamos, e Snake pode ser controlado fantasticamente após um pouco de prática inicial e organização esperta de suprimentos. Itens de saúde agora são usados instantaneamente, a camuflagem é escolhida em um menu antes das missões, e dependendo do tipo escolhido, pode haver mudança na sua quantidade de suprimentos, ações secretas e saúde. 

Ultimamente, o jogo tem mais replayability do que provavelmente qualquer outro título da série MGS até então. Com atrações como missões que podem ser jogadas novamente, modo versus, insígnias destravadas, personagens secretos, itens e armas que podem ser melhorados, soldados colecionáveis, e muito mais, Peace Walker oferece dezenas de horas de jogo e diversão. Infelizmente, o foco pesado no modo multiplayer vai ser um grande problema para os gamers ocidentais, como já dissemos, e um dos melhores títulos da série MGS pode ser seriamente prejudicado. Uma dica para os jogadores interessados em comprar Metal Gear Solid: Peace Walker: seria uma boa tentar convencer um ou dois amigos a comprá-lo também.

Vale lembrar que o jogo já foi lançado no Japão no final de abril. Os lançamentos na Europa e Estados Unidos acontecem em junho e são muito aguardados. Para mais informações acesse o site oficial do game.

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