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China desenvolve seus próprios chips para novo supercomputador

Máquina tem 8,704 microprocessadores desenvolvidos por um centro de pesquisas em Shanghai

Equipe IDG News Service

31/10/2011 às 12h49

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A China anunciou a construção de seu primeiro supercomputador baseado inteiramente em processadores desenvolvidos no próprio país, um enorme passo rumo à quebra da dependência do país na tecnologia ocidental em seus projetos de computação de alto desempenho.

O Centro Nacional de Supercomputação em Jinan anunciou o computador na última quinta-feira, de acordo com um relato da imprensa estatal chinesa. O supercomputador usa 8,704 microprocessadores “Shenwei 1600”, que foram desenvolvidos por um grupo de Shanghai chamado Centro Nacional para Design de Circuitos Integrados de Alto Desempenho.

Detalhes sobre a arquitetura dos microprocessadores e o grupo que os desenvolveu não estavam disponíveis.

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O processador Shenwei 1600. Mais de 8 mil deles são usados na máquina

O supercomputador tem uma velocidade de cálculo teórica de 1,07 petaflops em pico (um petaflop equivale a um quatrilhão de operações em ponto flutuante por segundo) e um desempenho sustentado de 0,79 petaflops no benchmark Linpack. Isto o colocaria na 13ª posição no ranking Top 500 dos supercomputadores mais poderosos do mundo. 

O desempenho “em pico” é calculado pelos projetistas com base no poder de cálculo de cada processador individual, sua quantidade e no desempenho de outros componentes do sistema, como o barramento que interliga os processadores e a memória, e só pode ser atingido sob condições ideais. O desempenho sustentado é o atingido pela máquina sob condições normais de operação no dia-a-dia.

O computador foi construído pela Academia de Ciências de Shandong. Oficiais da academia não estavam disponíveis para comentar o processo. Segundo um relato do The New York Times, em inglês o nome do supercomputador é “Sunway BlueLight MPP”.

A China investe cada vez mais em tecnologia de supercomputação. Em Novembro passado seu supercomputador Tianhe-1A, que usa chips da Intel e NVidia, conquistou brevemente a primeira posição no ranking de máquinas mais poderosas no mundo. O Tianhe-1A tem uma  velocidade de cálculo teórica de 4,7 petaflops em pico, e desempenho sustentado de 2,5 petaflops.

A China atualmente tem 61 computadores na lista top 500. Em comparação os EUA tem 255 e o Brasil apenas 2 (na 34ª e 167ª posições) segundo a edição mais recente da lista, de Junho deste ano. O “K Computer” japonês é atualmente o primeiro da lista, depois de derrubar o Tianhe-1A para a segunda posição.

Especialistas já esperavam que a China construísse um supercomputador usando chips desenvolvidos no próprio país. A imprensa estatal chinesa saudou a máquina como “um símbolo da força do país”.

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