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Novos sensores de imagem da Sony abrem as portas para aparelhos menores

Componentes podem ter até metade do tamanho dos modelos atuais, consomem menos energia e processam imagens mais rapidamente

Jay Alabaster, IDG News Service

20/08/2012 às 11h32

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A Sony, que produz os módulos de câmera usados em smartphones da Apple e Samsung, anunciou nesta segunda-feira o início das vendas de um novo sensor de imagem que tem cerca de metade do tamanho dos modelos atuais.

A empresa afirma que seus sensores CMOS começarão a ser entregues ao fabricantes em Outubro. Eles usam um novo design, que “empilha” o circuito de processamento de imagem sob os pixels usados para capturá-la, em vez de colocá-los lado-a-lado como nos modelos atuais, o que resulta em um componente menor, que é mais eficiente no uso de energia e processa os sinais mais rapidamente.

A Sony anunciou o desenvolvimento da tecnologia em Janeiro. A empresa vem enfrentando dificuldades no mercado de eletrônicos e vendeu algumas de suas fábricas de componentes, entre elas a divisão que produzia painéis LCD para TVs, mas continua sendo uma líder mundial na tecnologia digital de imagens. Análises mostram que seus minúsculos módulos de câmera são usados tanto no iPhone 4S, da Apple, quanto no Galaxy S III, da Samsung 

“O maior benefício dos novos módulos é que eles são muito menores”, disse Jin Tomihari, porta-voz da Sony. “Isto irá atender a demanda dos fabricantes de smartphones e outros aparelhos por componentes menores”.

Tomihari afirma que um sensor atual de 8 MP pode ficar 40% menor com o uso da nova tecnologia. E com a maioria dos smartphones modernos medindo menos de um centímetro de espessura e autonomia de bateria sendo uma das principais preocupações dos consumidores, reduzir o espaço ocupado por componentes chave é importante.

O novo design também é mais eficiente no processamento das imagens capturadas. A velocidade de processamento é um dos grandes gargalos na adição de câmeras de maior resolução aos aparelhos. Os usuários não gostam quando vêem que há muita demora entre bater a foto e ela surgir na tela, e vídeo em alta-definição requer o manuseio rápido de imagens grandes para garantir uma boa taxa de quadros.

“Isto pode permitir mais pixels, mas também pode ser usado para produzir imagens melhores. Por exemplo, adicionando mais um pixel à matriz RGB para melhor constraste em ambientes escuros”, disse Keita Wakabayashi, um analista da Mito Securities.

A Sony afirmou que um sensor de 8 MP empregando a nova tecnologia estará disponível para entrega em Outubro, com um módulo de câmera completo em Novembro. Sensores mais avançados estarão disponíveis no começo do ano que vem, incluindo um sensor de 13 MP em Janeiro. Eles terão preços entre US$ 12,60 e US$ 18,90, com módulos completos custando cerca de cinco vezes mais.

A empresa fez de sua divisão de imagem uma prioridade, anunciando um investimento de US$ 1 bilhão em Junho para aumentar a produção de sensores de imagem usados em smartphones, tablets e equipamento médico. O novo investimento é focado na tecnologia CMOS. A empresa ainda produz sensores CCD, tradicionalmente usados em câmeras mais sofisticadas por causa da qualidade de imagem melhor.

A Sony vende cerca de 80% de sua produção de sensores de imagem para clientes externos, mas o negócio ainda é pequeno comparado às suas preocupações com o mercado de eletrônicos em geral. “É um passo na direção certa, mas não terá um grande impacto nos resultados da empresa”, disse Wakabayashi.

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