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Novos servidores focam em menor consumo de energia e virtualização

Lançamentos anunciados pelos fabricantes nos primeiros meses do ano não ocorreram sem razão: a demanda é real.

Fabio Barros, do COMPUTERWORLD

14/04/2008 às 18h29

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Os três primeiros meses do ano foram marcados por uma série
de lançamentos de hardware voltados especificamente ao setor de data centers.

Sun, IBM, HP e Dell anunciaram equipamentos e soluções que, à primeira vista,
podem sugerir uma tentativa de criar no mercado uma demanda ainda não
existente. Sugerem, mas representantes dos data centers não confirmam.

Ao contrário, o movimento parece atender a uma demanda que
existe de fato, é crescente e vem sendo motivada por uma série de fatores que
convergiram para que ela ocorresse.

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Entre estes fatores destacam-se a
necessidade de economia de energia, possibilidades de virtualização de
equipamentos, ampliação do uso de software aberto e necessidade de aumento no
poder de processamento. “Cresceu o uso e a aceitação dos serviços oferecidos
pelos data centers, e também a utilização da internet como plataforma de
negócios”, avalia Rodrigo Oliveira, diretor nacional de implantação da Diveo.

Lançamentos em fila
Pensando nesta demanda, a IBM, por exemplo, anunciou no
final de fevereiro o mainframe System z10. O equipamento chega com o objetivo
de ganhar espaço como servidor de aplicações.

Para tanto, a fabricante lança
mão da comparação direta com servidores x86, afirmando que ele equivale a
aproximadamente 1500 servidores, com custo de energia 85% menor e ocupando
cerca de 80% menos espaço físico.

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Alguns dias depois foi a vez da Dell anunciar uma nova linha
de blades. O sistema PowerEdge M-series também tem como foco o mercado formado
por data centers, e apela para a redução do consumo de energia como seu
principal diferencial. De acordo com a fabricante, os novos equipamentos
consomem até 19% menos energia e têm desempenho 25% superior aos dos seus
concorrentes.

Quem também apostou nos blades foi a HP, que no início deste
mês expandiu sua linha BladeSystem com a apresentação de seu primeiro modelo
com quatro soquetes, o HP Integrity BL870c. Mais uma vez, a apresentação
ressalta a possibilidade de redução do consumo de energia em até 25% e também a
menor necessidade de espaço físico.

Em fevereiro, a Sun divulgou o que chama de projeto Blackbox,
ou o Sun Modular Datacenter S20. A fabricante afirma que o produto oferece aos
seus usuários capacidade computacional quatro vezes maior, com metade do
consumo de energia e metade do espaço físico.

Em todos os casos, nota-se a
preocupação com o aumento na capacidade de processamento, sem a necessidade de
mais gastos com energia ou a ocupação de espaços maiores, e isso não acontece
sem razão.

Requisito de mercado
“A maioria dos data centers hoje têm espaço físico
excedente, mas não suportaria o aumento nos custos de energia e de refrigeração
para que ele seja preenchido”, afirma Marcus Moraes, vice-presidente da Alog.

Para atender ao crescimento da demanda sem que estes custos se elevem, as
empresas vêem com bons olhos o movimento dos fabricantes.

A própria Alog este ano pretende migrar os sistemas comuns a
todos os seus clientes para a plataforma blade, com virtualização. De acordo
com Moraes, o projeto vai atender às necessidades de redução de energia e
espaço físico. “Tínhamos a previsão de gastar 400 mil reais nos próximos quatro
anos com a manutenção dos equipamentos tradicionais. Com o blade, teremos uma
economia de 50 mil reais”, contabiliza.

As mudanças não param por aí. A companhia vai migrar também
seus sistemas de controle, que sairão da plataforma Sun e passarão a rodar em
mainframe.

“O alinhamento entre o que vemos chegar hoje ao mercado e nosso
projetos internos mostra que os fabricantes estão atendendo necessidades reais
de mercado. Óbvio que existe alguma pressão da parte deles, mas é natural e
nada artificial”, afirma Moraes.

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Oliveira, da Diveo, concorda, e lembra que no caso dos
equipamentos baseados em
plataforma Intel – os mais utilizados pela companhia – a
demanda está apenas começando.

“Não se trata de troca ou atualização de
equipamentos, são novos negócios mesmo”, afirma. Mas isso não significa vida
fácil para os fornecedores. Ao contrário, o executivo garante que o mercado está
hoje ‘comoditizado’, mesmo que para melhor.

“Todos os equipamentos são de ótima qualidade. Os
fornecedores vão brigar na área de oferta de serviços, atendimento etc.”,
revela. Neste nicho, Oliveira acredita que os diferenciais devem se apresentar
em três frentes: preço, serviço e compromisso de entrega, que é fundamental num
mercado em que muitos fornecedores são contratados na última hora.

“Os fabricantes têm tentado agregar todos estes itens, e
geralmente vence aquele que faz isso melhor”, diz. Não é pouco, mas a recente
movimentação do mercado mostra que eles estão tentando.

Foco na energia
Novos servidores: Promessa de reduzir o consumo de
eletricidade
IBM System z10 – 85% menos energia que a plataforma x86
Dell PowerEdge M-series – promete redução de 19% perante concorrência
HP Integrity BL870c – menos 25% em energia elétrica
Sun Modular Datacenter S20 – 50% menos energia

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