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Novos smartwatches da Samsung medem sua pulsação, mas ainda derrapam no design

Os monitores cardíacos integrados aos novos “Gear” os tornam extremamente pessoais, mas o design desajeitado não desperta paixões.

Melissa RioFrio, TechHive

25/02/2014 às 18h03

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A nova geração de relógios inteligentes da família Gear, da Samsung (desta vez sem o “Galaxy”, já que não rodam mais Android) traz melhorias notáveis em relação ao grande e desengonçado modelo original, pelo menos no que diz respeito à estética. Entretanto o design continua sendo um desafio, e não sabemos como um de seus principais recursos, os monitores de frequência cardíaca integrados, se comparam aos sensores em aparelhos dedicados para fitness, como o Basis B1.

O Gear 2 e o Gear 2 Neo substituem o Galaxy Gear original que foi lançado em setembro passado. Nenhum deles parece significativamente diferente de seu antecessor. O Gear 2 Neo, por exemplo, só parece mais “esportivo” por causa das cores brilhantes.

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Gear 2 (à esquerda) e Gear 2 Neo

Mas com base no design de todos os três “wearables” da Samsung - já contando o monitor de atividade Gear Fit, anunciado junto com o Galaxy S5 na segunda-feira - está claro que a Samsung ouviu as reclamações dos consumidores, fazendo mudanças significativas e positivas.

Em suas diminutas telas, a navegação pela interface dos Gear 2 ainda pode ser confusa. Mas a Samsung adicionou um botão “Home” físico ao corpo de seus smartwatches, evitando que os usuários tenham que ficar cutucando a tela (às vezes em vão) só para sair de um app. Basta um toque no novo botão para voltar à tela inicial (Home Screen).

Na evolução do Galaxy Gear para o Gear 2 a Samsung também moveu a câmera da pulseira para o corpo do relógio, e ela agora parece um pequeno “buraco” no lado oposto ao do botão Home. O Gear 2 Neo, um modelo mais barato, não tem uma câmera.

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Câmera no Gear 2: mais discreta

O reposicionamento da câmera resolve dois problemas anteriores: torna ela mais discreta e também elimina componentes essenciais de hardware da pulseira, o que permite que ela possa ser trocada para se adequar ao visual ou estilo do usuário (a Samsung irá oferecer algumas opções de cor e design). Mesmo com a mudança, na hora de enquadrar as fotos a câmera funciona da mesma forma, e de certa forma permite fotografar de forma mais discreta, já que o sensor é menos visível.

O design da pulseira em todos os modelos continua a desapontar. Todas tem o mesmo jeitão “plástico” do Galaxy Gear original, e o mesmo e incômodo fecho que é difícil de ajustar e mais difícil ainda de abrir e fechar. O Gear 2 adiciona uma textura ao exterior da pulseira, o que lhe dá uma aparência menos ordinária, e tanto ele quando o Gear 2 Neo tem uma textura “ondulada” no interior da pulseira, provavelmente para melhor conforto durante a prática de exercícios. A maior melhoria em todas as pulseiras é visível ao ajustá-las: há mais furos, e eles estão mais próximos.

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Pulseira do Gear 2 Neo: mais furos, mais próximos, facilitam o ajuste ao pulso do usuário

Já o Gear Fit é uma agradável surpresa. Sua pulseira esguia, e especialmente a tela AMOLED curva, o torna muito mais atraente que seus primos quadradões. O Fit é pequeno, leve e esbelto o suficiente para fazer sentido no pulso de uma mulher, mas não ficaria deslocado em um homem. Seu estilo é mais “esportivo” que “da moda”, mas esteticamente a Samsung chega mais perto aqui do que com os dois Gear 2.

E quanto à tela curva da Samsung, a audiência no evento Unpacked 5, onde o Fit foi anunciado, soltou um audível “ooh!” quando ela foi mostrada, e é fácil ver (e sentir) o por quê. Embora o Gear Fit ainda seja um pouco gordinho, a curvatura da tela permite que ele se adapte melhor ao seu pulso. 

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O Gear Fit tem uma tela OLED curva muito impressionante, e design mais elegante

O Gear Fit não tem uma câmera, nem a longa lista de recursos que a Samsung enfiou nos Gear 2 (como a capacidade de rodar apps), mas sua interface com o usuário se beneficia da abordagem mais simples. Deslizar os dedos sobre a tela de um lado para o outro para acessar os recursos me pareceu menos confuso que a ação similar nos outros Gear.

Todos os três Gear tem monitores cardíacos integrados à parte traseira, que faz contato com sua pele. Os monitores trabalham em conjunto com o app S Health em um smartphone para rastrear seus dados ao longo do tempo. Segundo a Samsung o monitoramento de dados sobre a saúde pessoal foi um dos cinco principais desejos de seus consumidores, mas a empresa não forneceu mais detalhes sobre como os monitores funcionam. Precisaremos de mais informação sobre a tecnologia antes de ficarmos realmente animados com ela.

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O monitor de frequência cardíaca no Gear Fit (no centro da imagem) fica em contato com o pulso do usuário

A Samsung claramente aprendeu com os erros do primeiro Galaxy Gear. A nova geração é melhor, mas os aparelhos mudaram mais na forma do que na função. Não é o suficiente apenas mostrar as notificações recebidas no smartphone, ou monitorar a saúde do usuário. Eles tem que ser algo com o qual você queira conviver todo dia.

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