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nVidia divulga detalhes dos chips gráficos GF100 (Fermi)

Empresa promete desempenho superior às placas da concorrente ATI. Preço e data de lançamento ainda não foram divulgados.

Jason Cross, da PC World/EUA

18/01/2010 às 9h24

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ilustra_gpu_150Em setembro de 2009 a nVidia divulgou alguns detalhes da sua nova arquitetura gráfica, chamada Fermi. O foco na época era nos recursos de computação da GPU. Nesta segunda-feira (18/1), a empresa tounou público mais detalhes do novo chip e sua relação com os processadores tradicionais.

Tais informações nos permitem ter uma imagem mais completa do processador que estamos chamando GF100 (Graphics Fermi 100) - mas esse ainda não é o nome comercial dele. Mas ainda temos muitas dúvidas em relação a detalhes importantes.

Apesar das novas informações, a nVidia ainda deixou de fora coisas importantes, tais como o tamanho do chip em milímetros quadrados (mm2), a velocidade do clock e especificações da placa como a quantidade de memória RAM, além do preço e data de lançamento.

A arquitetura do GF100 é muito diferente dos outros chips da nVidia. Claro que todos os rescursos do DirectX 11 estão presentes. O chip é dividido em quatro principais grupos de processamento gráfico, cada um com outros quatro multiprocessadores.

Cada um desses 16 multiprocessadores tem sua própria configuração de geometria e unidade de processamento, que a nVidia chama de motor polimórfico (polymorph engine) e que são responsáveis, entre outras coisas, por manipular vetores e justapor formas a partir de determinado padrão, em um processo que, em inglês recebe o nome de tessalation; transformar vistas e controlar o fluxo de saída das geometrias.

Os microprocessadores possuem 32 núcleos shaders, com tecnologia Cuda. É uma grande mudança organizacional nos chips da nVidia – as GPUs antigas da empresa tinham apenas uma mecânica de geometria compartilhada, enquanto esse chip possui uma para cada grupo de 32 núcleos.

Todos esses núcleos se comunicam entre si por 48 ROPs (taxa de saíde de renderização) que são ligados a 768 KB de cache L2. Esse cache não só é maior do que o que era encontrado na GT200 (256 KB), mas também é mais potente. Ele é usado para compartilhar dados entre as 16 unidades de multiprocessamento. O chip possui interface de memória GDD5 5 de 384 bit, com 8 ROPs e 128 KB de cachê L2 para cada interface de 64 bits.

Mas como toda essa especificação irá se comportar na prática, por exemplo, no desempenho para jogos? Infelizmente não sabemos. Os primeiros dados da nVidia apontam para um desempenho duas vezes mais rápido do que a Radeon HD 5870 (a placa gráfica mais rápida da concorrente ATI) em alguns testes.

Em jogos, parece que o desempenho será algo entre 20% e 50% mais rápido do que a Radeon, dependendo das configurações do jogo. A nVidia promete performance melhor com modos de anti-aliasing 8x, e um impacto muito menor em modos MSAA 4x.

É claro que o desempenho melhor do que das novas placas da ATI não vai ser suficiente para conquistar o coração dos jogadores. As placas baseadas no GF100 terão de provar o seu valor.

Grande parte dos consumidores compra placas custando até 200 dólares, então uma placa que custe entre 400 dólares e 500 dólares precisa ser muito superior às demais. Nossa estimativa é que o chip GF100 seja entre 60% e 70% maior do que o processador Cypress da Radeon HD 5870, tornando-o mais caro para ser produzido.

A interface de memória de 384 bit também significa uma placa mais cara. A ATI tem mais flexibilidade nos preços e meio ano para diminuir o preço da 5870, enquanto a nVidia vai ter que vender placas baseadas no GF1000 a um preço alto.

Nós também não sabemos qual será a velocidade do clock para as primeiras placas GF100, quais serão os produtos lançados baseados no chip, e quanto poder eles usarão. Além disso, não sabemos se a ATI vai renovar seus chips Cypress em tempo para competir com as primeiras placas GF100.

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