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O desktop morreu, viva os All-in-Ones!

Computadores "tudo em um" fizeram sucesso e 2011 e estão chegando para tomar o lugar do seu gabinete bege.

Nate Ralph

16/01/2012 às 15h38

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Eles estão há muito tempo de estrada, e vinham vencendo todos os tipos de adversários – laptops, consoles de games, netbooks e incontáveis especialistas proclamando seu fim. Entretanto, dessa vez é para valer: acabou. E, ironicamente, o desktop foi derrubado por um PC que fica na parte de cima da escrivaninha.

Em 2011, computadores “all-in-one” (também conhecidos como “tudo em um”) deixaram de ser uma novidade para se tornarem uma categoria de produto interessante que combina praticidade e ótima performance, tudo em um chassi compacto. Minha previsão para 2012 e para os próximos anos: all-in-ones estarão em todos os lugares. 

Você ainda poderá encontrar alguns gabinetes escondidos em algumas prateleiras – e muitos parecem um bom negócio, por causa do preço atrativo. Junte com um monitor, mouse e teclado quaisquer e você terá um ótimo computador – além de uma relíquia digital de uma era distante. 

Alguns de nós precisam de máquinas um pouco mais turbinadas: jogadores necessitam de espaço para chips gráficos e CPUs refrigeradas a líquido, enquanto que certos profissionais precisam de estações de trabalho poderosas e empresas dependem de equipamentos que possam ser modificados ou consertados em massa. Esses “caixotes pretos” ainda continuarão presentes no ambiente corporativo por algum tempo. 

Espaço e beleza

Mas os all-in-ones são o futuro. O consumidor médio quer apenas uma coisa que funcione, e funcione bem – e que também não seja feio e ocupe o mínimo de espaço possível. E esse tipo de equipamento preenche todos esses requisitos. A Intel e a AMD ajudaram a encurtar o caminho até os all-in-ones ao produzir processadores mais rápidos e menores, que ainda diminuem o consumo de energia ao mesmo tempo que aumentam o desempenho. 

Este ano não será diferente, com o Ivy Bridge da Intel e o Piledrive da AMD abrindo caminho para componentes ainda mais finos, sem que percam o poder de processamento. E então há o touch; com o Windows 7, o usuário pode evitar as telas sensíveis ao toque completamente e viver muito bem sem elas. Até o Windows 8 permite que você navegue a partir do desktop tradicional do Windows .

Entretanto cada vez aplicações estão sendo desenvolvidas com o touch em mente, e o Windows 8 será um sistema operacional híbrido – desenvolvedores de apps que não disponibilizarem versões amigáveis aos dedos irão sofrer. Porém, mesmo que você odeie pensar em ficar tocando na tela do seu computador, qual a sensação de um display bonito e enorme, a oportunidade de se livrar da quantidade absurda de cabos embaixo da mesa ou de ter um PC que realmente valha a pena mostrar? Que tenha um preço justo e que seja um prazer ligar e aproveitar um pouco o gosto do “futuro”?

Fora da categoria de desktops de performance, fica cada vez mais distante a ideia do consumidor ser tentado por um fabricante a comprar uma caixa preta deselegante em um mundo de belos smartphones e tables sensíveis ao toque. A maioria dos usuários precisa de uma máquina apenas para armazenar suas fotos, assistir a vídeos, e jogar alguns games de vez em quando. Os All-in-Ones cumprem a tarefa, e ainda fazem isso com estilo; eles vieram para ficar.

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