O que é o Dia da Privacidade de Dados? Dicas de como se manter seguro online

Data destaca hábitos simples que todos os usuários deveriam praticar para manter a segurança de suas informações pessoais

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Hoje não é feriado, mas é uma data importante para todos os usuários de internet – e que muito provavelmente nem todo mundo conhece. Em 28 de janeiro, comemora-se o Dia Internacional da Privacidade de Dados, evento que promove hábitos focados na privacidade, segurança e proteção de dados pessoais, principalmente no que diz respeito às redes sociais.

A data teve origem em 2007 pela organização internacional Conselho da Europa (CE), e desde então se espalhou por quase 50 países da Europa, além dos Estados Unidos e Canadá. A escolha do dia 28 de janeiro não foi em vão: foi nesse dia, no ano de 1981, que se estabeleceu a Convenção 108 do CE, voltada para a proteção das pessoas a qualquer dado ou informação de caráter pessoal.

É por isso que, da última década até os dias atuais, órgãos governamentais e outras instituições tentam educar os cidadãos a respeito da importância da proteção de seus dados no universo digital. Ao longo dos anos, as sugestões não se limitaram apenas aos usuários comuns, mas se expandiram para empresas, famílias e entidades do próprio governo. Além da parte informacional, a data “promove eventos e atividades que estimulam o desenvolvimento de ferramentas tecnológicas que promovem o controle individual das informações de identificação pessoal, incentiva o cumprimento das leis de privacidade e cria diálogos entre as partes interessadas em promover a proteção e a privacidade dos dados”.

Brasil e a LGPD

O Brasil não celebra oficialmente o Dia Internacional da Privacidade de Dados, mas já tem encaminhados alguns projetos que visam proteger as informações pessoais dos brasileiros. Começou com o Marco Civil da Internet, sancionado em 2014 e que abrange de forma mais ampla os direitos, leis e deveres de cidadãos e empresas no ambiente virtual.

lgpd

(Foto: HSC)

Contudo, em breve entra em vigor a chamada Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), um conjunto de diretrizes voltado especificamente para o uso da internet no Brasil e, consequentemente, a forma como os dados pessoais de cada pessoa são tratados nesse âmbito. Até uma agência dedicada foi criada para cuidar desse assunto, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A princípio, a LGPD tem como principal alvo as empresas brasileiras que trabalham com internet no Brasil e como elas lidam com os dados dos demais usuários. Por exemplo, entre as normas do projeto, o armazenamento e a coleta de dados deverão ser feitos inteiramente em território nacional – tudo isso sob o consentimento do dono dessas informações. Companhias que descumprirem as regras poderão ser advertidas e até multadas em casos de infração. Tudo isso ficará sob responsabilidade da ANPD.

Sete dicas de como proteger seus dados

Apesar da LGPD abranger principalmente o lado das empresas, ela mostra a importância de nós, usuários comuns, adotarmos práticas comuns para que possamos manter a segurança das nossas informações online. O Dia Internacional da Privacidade de Dados é comemorado hoje, 28 de janeiro, mas na verdade deveria ser todo dia. Afinal, fica mais fácil quando a gente está (teoricamente) no controle, sabendo onde e em quais serviços nossos dados estão guardados ou inseridos.

E esses hábitos são benéficos não apenas para manter nossa vida online mais segura, mas também torná-la mais saudável e tranquila no mundo real. Até porque, todo mundo está de olho em tudo o que as outras pessoas postam, e isso pode ser prejudicial em inúmeras situações – de entrevistas de emprego até relacionamento pessoal.

A questão é que segurança de dados virou um tema quase indiscutível dentro e fora da internet, pelo menos sem a atenção que deveria receber. Proteger seus dados pode levar mais tempo do que você costuma dedicar para tratar de assuntos como esse, mas acredite: são minutos muito bem investidos que valerão por meses, garantindo uma segurança a mais nos seus arquivos, senhas e rastros digitais.

Aqui vão cinco dicas básicas para proteger seus dados e se manter em um ambiente virtual mais seguro. Nenhum dos itens está em uma ordem específica, mas todos têm sua importância na construção de um local mais seguro enquanto se utiliza a internet.

1. Use a autenticação de dois fatores

Essa é provavelmente a recomendação mais falada nos dias atuais. E, de fato, é uma das opções mais simples e segura que você pode recorrer no momento. Trata-se de uma camada adicional de segurança que só libera acesso ao serviço ou site que você está tentando abrir mediante uma segunda confirmação, que pode ser via SMS no celular, e-mail, chamada telefônica, entre outras opções. Isso dificulta a entrada de hackers nas suas contas pessoais. Também opte por usar algum fator biométrico em alguma dessas autenticações, assim cibercriminosos terão ainda mais dificuldade para invadir suas credenciais.

autenticação

2. Atualize seu antivírus

É óbvio que ter um pacote de antivírus que seja pago é uma opção mais completa para o seu dispositivo. No entanto, mesmo os programas totalmente gratuitos fazem um trabalho efetivo. Seu único trabalho é checar se o software em questão está atualizado para a última versão liberada pela fabricante. Se você usa Windows 10, também vale a pena fazer uma ronda pelo antivírus do próprio sistema operacional. Geralmente, a Microsoft atualiza a plataforma a cada update do sistema, então se você já roda a versão mais recente é provável que não tenha que se preocupar com isso.

3. Crie senhas diferentes

Outra coisa que você deve ter ouvido aos montes é quanto à utilização de uma senha diferente para cada serviço no qual você tenha cadastro. E não é ter uma senha igual que muda apenas um caractere de site para site: use sequências longas, com vários tipos de caracteres e alternando maiúscula e minúsculas.

Claro que ficaria impossível se recordar de tantas senhas. É aí que entram os gerenciadores, que armazenam todas as suas senhas em um só lugar. A vantagem desse tipo de aplicação é que ela costuma vir com mecanismos de criptografia, o que permite que você salve essas senhas em uma espécie de cofre virtual, sem correr o risco de que elas sejam vazadas na web.

Entre os gerenciadores com as melhoroes avalizações estão:

4. Preste atenção nos sites de buscas

Quando você tem dúvidas sobre um determinado assunto, é bem provável que a sua ação mais comum seja “dar um Google”. Acontece que até os mecanismos de pesquisa mais confiáveis podem levar a páginas suspeitas que podem roubar seus dados pessoais. O caso mais comum envolve indicações de produtos à venda, que em muitas vezes direcionam para endereços contaminados por vírus.

Às vezes fica difícil detectar vários itens de autenticidade em um único site, mas um detalhe simples que você pode checar logo de cara é a inclusão do “https://”, que vem antes do endereço online, na barra onde você digita os sites. Se estiver usando o smartphone, o mais preferível é que você opte pelo aplicativo da marca (caso ela tenha), em vez de abrir a página pelo navegador de internet.

5. Desconfie de todo o tipo de e-mail

Sim. Desconfie de tudo. Até daquele e-mail do seu familiar que tem o costume de enviar mensagens para você. Muitos cibercriminosos usam o nome de marcas, empresas e até pessoas famosas para fisgar novas vítimas, que acabam acreditando em conteúdos falsos se passando por verdadeiros. Às vezes, essas mensagens enganam bem porque utilizam dados reais sobre você para encorajá-lo a clicar em algum link, que por sua vez conduz a páginas infestadas de malwares.

Aqui cabe uma checagem manual: você pode parar com o cursor do mouse em cima do link enviado na mensagem, mas não clique no link em questão. Você verá o endereço daquele site assim que o cursor parar de se mexer

6. Prefira conexões Wi-Fi seguras

Você também já deve ter ouvido que redes Wi-Fi abertas podem oferecer um risco em potencial aos dados armazenados no seu PC ou smartphone. Isso acontece porque essas conexões não possuem nenhum protocolo de segurança, justamente para facilitar o acesso de qualquer pessoa. Por esse motivo, é preferível que você utilize somente redes Wi-Fi que possuam senha. Além disso, verifique se elas usam algum protocolo mais robusto, como o Wireless Equivalent Protocol (WEP), Wi-Fi Protected Access (WPA) ou WPA2.

7. Bom senso é para todos

De nada adianta listar uma dúzia de dicas se a conscientização não vier de si mesmo. Nem todo mundo precisa saber onde você está, com quem está, o que está fazendo ou para onde vai. São nessas situações que muitos usuários mal intencionados acabam atingindo suas vítimas. Isso significa se isolar do mundo virtual? Jamais. Basta ter precaução, checando tudo aquilo envolvendo seus dados. E sempre que possível recorrer a softwares de proteção que visam manter a internet um ambiente seguro para você navegar.

Bônus: Security Planner

security planner

Para fechar este artigo, o Citizen Lab, laboratório interdisciplinar da Escola Munk de Assuntos Globais e Políticas Públicas da Universidade de Toronto, no Canadá, disponibiliza uma ferramenta chamada Security Planner (obrigado pela dica, Samir). O serviço web consiste em apenas três perguntas para então gerar recomendações de como manter seus dados mais seguros. Detalhe: nenhuma informação sua é compartilhada ou armazenada no site.

As perguntas consistem destacar quais dispositivos você costuma usar que guardam quaisquer dados pessoais, como celulares Android e iOS, e-mails, redes sociais, PCs, entre outros. Depois, por algumas possíveis situações em que seus dados possam estar em risco, como baixar vírus ou malware acidentalmente, se pessoas ao seu redor podem visualizar o que está na tela do seu aparelho, e por aí vai. Por último, você marca aquilo que mais pode te preocupar no universo digital, como saber como governos acessam seus dados, como se tornar anônimo na internet etc.

Ao final, o Security Planner mostra algumas opções do que você pode fazer para tornar seus dados mais seguros, começando sempre por aquilo que o site considera como prioridade. Cada item vem ainda com uma breve descrição sobre o que leva aquela prática a ser importante, além de um mini-tutorial de como habilitá-la e links relacionados àquele assunto.

Com informações: Calendarr, Wikipedia (1, 2, 3), Your Valley

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