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O que esperar da rede de ultra banda larga do Google

O gigante de buscas vai criar uma rede ultrarrápida nos Estados Unidos. Saiba o que isso pode significar para o mundo da internet.

JR Raphael, da PC World/EUA

11/02/2010 às 11h37

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Foto:

google_fast_150Não sabemos se você já ouviu falar algo a respeito, mas o Google resolveu incluir algumas fibras eu sua dieta. Estamos nos referindo à fibras ópticas, aquela coisa maravilhosa que torna a navegação web simplesmente o máximo.

O Google planeja criar uma rede experimental de ultra banda larga em algumas regiões dos Estados Unidos. A proposta anunciada no blog da empresa na quarta-feira (10/2) prevê a oferta de acesso à internet "100 vezes mais rápido do que a maioria dos norte-americanos possui hoje, a 1 Gigabit por segundo, por meio de conexões de fibra óptica ponto a ponto".

Mas, é daí? Será que os dias dos provedores independentes de Internet em breve serão coisa do passado e estamos começando a ver uma grande transformação neste cenário? Ou será que o Google resolveu mostrar sua cara de mau e vai mesmo dominar o mundo?

Para que possamos compreender o que a iniciativa do gigante de buscas representa, identificamos 11 questões importantes e procuramos dar respostas adequadas a elas.

O que exatamente a rede de banda larga do Google fará?
O Google diz que sua rede de banda larga irá proporcionar acesso à web mais rápido para determinadas comunidades nos Estados Unidos. Por enquanto, ela está sendo descrita como um projeto experimental o que significa que deve estar disponível em apenas uns poucos locais.

Mas qual é, exatamente, a velocidade da rede banda larga do Google?
Segundo a empresa, sua rede de fibras ópticas oferecerá  velocidades de 1 Gigabit por segundo (Gbps).

Que cidades terão acesso a essa rede ultrarrápida?
Isso ainda será definido. Por enquanto, o Google solicita que comunidades interessadas expressem sem interesse em participar da fase de testes. Esta “janela” permanecerá aberta até o próximo dia 26 de março quando, então, a empresa irá avaliar as solicitações, realizar algumas visitas e só então anunciar que cidades foram selecionadas. Isso até o final de 2010.

Como o Google irá decidir que cidades terão a acesso à rede ultrarrápida?
Ele irá avaliar aquelas cujo retorno seja mais promissor, afinal não é assim que as coisas funcionam? O Google diz que irá olhar por áreas onde possa instalar suas redes de fibra óptica rápida e eficientemente. A companhia também irá considerar o apoio que a comunidade a ser atendida está dando ao projeto, os tipos de recursos disponíveis, como o as condições climáticas podem afetar o progresso e como as regulamentações locais facilitam o projeto.

Alguém pode submeter uma determinada cidade à avaliação do Google mesmo sem pertencer ou estar ligado ao governo local?
Entendemos que sim. Enquanto o Google espera manifestações dos gestores das cidades e representantes eleitos, ele também está encorajando que indivíduos e grupos representativos de comunidades manifestem interesse no projeto. Tal manifestação, aliás, é que dará os elementos que a empresa busca para saber se conta com o engajamento das comunidades locais nas requisições oficiais.

O serviço de banda larga do Google será gratuito?
Nada de almoço grátis aqui. O Google diz que o serviço será oferecido a “preços competitivos”.

Isso quer dizer que teremos de pagar ao Google para embarcar nessa rede?
Provavelmente não. De forma similar ao Android, o sistema operacional para dispositivos móveis criado pelo Google, a empresa planeja dar à sua rede de banda larga “acesso aberto”. Isso quer dizer que vários provedores de acesso (ISP) irão contratar a rede para usá-la e gerenciar seus serviços. Os usuários, então, poderão escolher dentre esses ISPs, aquele que irá contratar.

Quantas pessoas, na realidade, irão se beneficiar do projeto do Google?
Ainda é cedo para dizer. O Google estima que, na fase de testes, entre 50 mil e 500 mil pessoas terão acesso à rede.

O que Google pretende com seu projeto de rede de banda larga?
Oficialmente, a empresa diz que a meta é “experimentar novas maneiras de prover acesso à web mais rápido e melhor para todos”. O Google prevê o desenvolvimento de novos tipos de aplicativos web que dependem de acesso rápido, além de outras inovações baseadas na web que hoje seriam impossíveis na velocidade de acesso atualmente disponível.

Ok. Mas qual é o objetivo real do Google, afinal?
Dominar o mundo, obviamente e isso não é novidade há muito tempo. Falando sério, é difícil avaliar, por enquanto, quais são as ambições da empresa no longo prazo. Se deixarmos de lado toda essa coisa de “tornar a Internet melhor para todos”, qualquer um pode especular um número incrível de potenciais opções de negócios para o grande G.

Tradicionalmente, o Google tem sido proativo com as questões relacionadas à privacidade e em como ele utiliza as informações que possui. De qualquer forma, só poderemos ter uma clara noção de como os dados serão ou não usados quando o projeto estiver funcionando.

Quando a rede de fibras ópticas do Google realmente começa a funcionar?
Nada de perguntas específicas aqui. O Google não compartilhou qualquer cronograma e o máximo que conseguimos arrancar da empresa foi que eles esperam que a rede esteja instalada e operacional “o mais rapidamente possível”.

O Google vai levar o projeto para outros lugares no mundo, como o Brasil?
Ninguém sabe ao certo.

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