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O que levar em conta quando se vai comprar um desktop PC

Conheça as especificações chave e os componentes que devem ser considerados na hora de escolher seu próximo computador.

Nate Ralphe, da PC World/EUA

18/03/2010 às 1h58

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comprar_desk_150Você precisa de um computador novo - ou quem sabe este será seu primeiro computador. Depois de analisar suas necessidades e principalmente sua carteira, chega à conclusão de que a melhor escolha é partir para um desktop barato. E apesar dos preços realmente atraentes dos computadores de mesa, é bom ficar atento aos componentes que vêm nele para não comprar gato por lebre ou levar para casa algo mais caro do que você gostaria de pagar e do que realmente precisa.

O processador e o chip gráfico que você escolher irão determinar, por exemplo, o perfil do equipamento, bem como a quantidade de memória RAM e a capacidade de armazenamento em disco. Entender o papel de cada um destes elementos irá ajudar a obter um sistema que entregue o desempenho necessário sem pagar por coisas que não serão usadas.

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Saiba que isso vale até mesmo na hora de determinar que tipo de gabinete seu desktop deve ter. Uma boa escolha pode ser a diferença entre um desktop bem bacaninha ou um verdadeiro trambolho.

comprar_desk_01Processador
Você já deve estar careca de saber que o processador, também chamado unidade central de processamento (CPU pela sigla em inglês), é um dos componentes mais importantes do computador. Sua escolha irá determinar não só o tamanho do gabinete (há modelos que necessitam sistemas de refrigeração potentes e isso torna o equipamento substancialmente maior) mas principalmente o preço.

Em linhas gerais, vale a seguinte regra: quanto mais alta a velocidade do clock (comumente expressa em gigahertz - GHz), maior o desempenho e também o preço. O processador Intel Core i5-670 de 3,46 GHz bate fácil, fácil um Core i3-530 de 2,93 GHz, só que custa aproximadamente duas vezes mais também.

Atenção também ao tamanho do cache: quanto maior melhor. Processadores Core i3 e Core i7 têm 4MB de memória cache; já o turbinado Core i7 está disponível em versões com 6MB e 8MB de memória cache.

Desktops compactos e mesmo algumas versões de PC tudo-em-um costumam ser construídos com os mesmos processadores que equipam netbooks e notebooks. Embora tais chips sejam ‘mais fracos’ em termos de desempenho, eles também são menores e geram menos calor, por isso são ideais para serem usados em sistemas de tamanho menor. Um desktop que traga um processador Atom, da Intel, é adequado para tarefas básicas de computação, como edição de textos, surfar na web, enviar e receber e-mails, e reprodução limitada de alguns tipos de arquivo multimídia.

Os novos processadores Intel Clarkdale Core i3 e Core i5 para desktops tendem a aparecer em PCs de baixo custo. Em pouco tempo devemos ver sistemas com tais chips, que oferecem desempenho semelhante a CPUs dual-core, a preços palatáveis. Processadores Core i3 serão ainda mais acessíveis e devem ser encontrados nos PCs mais baratos já no curto prazo.

Do outro extremo, o Core i7 quad-core tem como alvo usuários que precisam de muito desempenho. Quem usa jogos topo de linha ou edita horas e horas de áudio e/ou vídeo irá encontrar nesse chip a solução adequada.

Os Core i3 podem facilmente dar conta de tarefas computacionais mais simples, assim, procure encontrar um equilíbrio entre desempenho e preço, tanto quanto possível. E se o orçamento estiver mesmo muito estreito, não deixe de considerar os Pentium dual-core e ou mesmo processadores Celeron, desde que não se esqueça que preços mais baixos são ‘compensados’ pelo menor desempenho.

Nota do editor: Citamos os processadores da Intel, mas eles não são os únicos destinados a desktops PC. A AMD possui uma bem composta oferta de processadores e preços muito competitivos nas categorias dual-core e quad-core, embora a concorrente Intel detenha, hoje, a coroa no quesito performance. Se o desempenho que você precisa estiver dentro do que estes processadores podem oferecer, sugerimos olhar com atenção as ofertas da AMD.

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comprar_desk_02Placas gráficas
A GPU (unidade de processamento gráfico, pela sigla em inglês) é responsável por tudo o que você vê surgir na tela do computador quando se joga, assiste vídeos ou simplesmente usa a interface Aero do Windows 7.

Caso não esteja interessado em um PC para games, uma GPU integrada à placa-mãe – ou na própria CPU, como é o caso dos processadores Intel Clarkdale Core i3 ou Core i5 – é a solução ideal. Uma placa gráfica integrada ajuda a manter os custos do sistema mais baixos e é uma solução capaz de entregar potência suficiente para rodar jogos simples e reproduzir vídeos em Flash em alta definição. As placas gráficas integradas da Intel são amplamente utilizadas, mas alguns PCs oferecem um chip gráfico Ion, da nVidia, que entregam um desempenho superior na reprodução de vídeos.

Se tiver planos de renderizar seu próprio conteúdo ou jogar games como BioShock 2 por exemplo, saiba que precisará de uma placa gráfica discreta, ou seja, não integrada à motherboard. Este componente é instalados em um slot PCIe x16 na placa-mãe e entrega significativamente mais poder de processamento gráfico.

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Tanto a ATI quando a nVidia têm muitas opções de placas gráficas discretas a oferecer. A nomenclatura deste componente pode ser confusa, mas uma regra básica diz que quanto maior a numeração que faz parte de seu nome, melhor o desempenho fornecido pela GPU, e tanto maior seu preço também.

Outras variáveis, como consumo de energia, tamanho da placa gráfica e mesmo a marca da motherboard (que pode limitar a variedade de GPUs que você pode escolher), ajudam a determinar que placa gráfica é mais adequada.

Gamers com carteiras recheadas podem até optar por uma configuração que utilize mais de uma placa gráfica discreta em um mesmo sistema e, assim, obter desempenho ainda melhor. Mas saiba que o preço sobe na mesma proporção.

comprar_desk_03Memória
Se o uso que se fará do computador for pouco além de navegar na web, enviar e receber e-mails, 2 GB de memória RAM são suficientes para um desktop com Windows XP ou Windows 7. Mais memória permitirá a execução simultânea de mais aplicativos e, em geral, melhoram a velocidade e desempenho geral do sistema.

Máquinas com 4GB de RAM ainda não são comuns, mas uma forte tendência, e equipamentos com dimensões menores em geral não acomodam mais de 2GB ou 3GB de memória RAM.

Se usar o PC para realizar multitarefas ou jogar, considere pelo menos 4GB de RAM. Jogos que fazem uso intensivo de gráficos ou edição de vídeos e imagens vão exigir ainda mais memória; e nesse caso, quanto mais, melhor.

Ao escolher memória, você irá se deparar com dois tipos básicos: DDR2 e DDR3. Dos dois, as memórias DDR3 são as mais rápidas e também as mais caras. Como a CPU, memórias também possuem velocidades de clock, só que na casa dos megahertz (MHz). E como no caso dos chips, quanto mais elevado o clock, melhor.

Dito isso, quantificar as diferenças não é tarefa simples. Caso o orçamento tenha restrições, 4GB de memória RAM DDR2 são uma escolha adequada. Mas vale a seguinte regra: compre tanta memória quanto seu orçamento permitir.

Entre optar por um volume maior de memória com velocidade mais baixa ou menos memória mas que trabalhe a um clock mais alto, escolha ficar com mais memória física, sempre.

Caso se decida por comprar mais de 4GB de RAM, tenha certeza de comprar o Windows em versões de 64 bits. Versões de 32 bits são capazes de reconhecer apenas pouco mais de 3GB de RAM, mesmo que haja mais memória instalada.

No caso de PCs novinhos em folha, é bem provável que ele venha com uma versão bundle instalada do Windows de 64 bits e até traga 4GB de RAM. Mas saiba que máquinas mais em conta ainda vêm com versões de 32 bits do Windows e isso irá limitar a capacidade de expansão deste componente – a não ser que, depois, você opte também por substituir o sistema operacional pela versão de 64 bits.

E por falar em expansão, assegure-se de que a placa-mãe tem espaço suficiente para acomodar módulos de memória adicionais. Verifique as especificações do seu computador para descobrir quantos conectores DIMM (slots de memória) estão disponíveis.

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comprar_desk_04Gabinete
Um bom case é aquele que tornará o seu dia a dia à frente do computador mais fácil e também aquele que simplifica tarefas como fazer upgrades ou acessar algum componente interno, caso queira.

Um gabinete bem projetado proporciona acesso à parte interna do PC sem que se precise usar qualquer ferramenta. Além disso, deve possuir baias facilmente acessíveis para a instalação de discos rígidos adicionais, oferecer fácil acesso a portas USB e também aos slots de memória.

Os cases mais comumente encontrados no mercado são do tipo minitorre ou torre que utilizam especificação ATX, que determina onde os conectores na parte de trás da motherboard vão se encaixar aos orifícios existentes no case, bem como os encaixes da fonte de alimentação.

Sistemas menores podem utilizar um case do tipo micro-ATX que seguem as especificações básicas do ATX, porém com menos slots de expansão. Já gabinetes do tipo mini-ATRX são ainda menores, exigem placas-mãe mini-ATX também; em contrapartida, resultam em PCs de tamanho reduzido, em geral silenciosos e que consomem menos energia – uma opção interessante para um hometheater PCs.

Gabinetes torre ou minitorre dão mais flexibilidade de configuração e são boa opção para quem pretende expandir o sistema futuramente. Recomendamos deixar pelo menos duas baias livres para HDs e pelo menos um slot PCI vazio.

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Sistema operacional
Ele tem mais de uma década de existência, mas o Windows XP ainda permanece na ativa, mesmo em máquinas novas. De qualquer forma, a maior parte dos computadores à venda agora já trazem alguma versão do Windows 7.

A Microsoft vende seis diferentes versões do Windows 7, mas apenas três – Windows 7 Home Premium; Windows 7 Professional; e Windows 7 Ultimate – estão disponíveis para a maior parte dos compradores de desktops. A página (http://www.microsoft.com/brasil/windows7/compare.aspx) da Microsoft apresenta um comparativo detalhado do que cada versão do sistema operacional oferece.

E, de novo, caso opte pela versão 32 bits do sistema operacional, lembre-se da limitação de gerenciamento de memória em 3GB de RAM.

comprar_desk_06Disco rígido
Mesmo um desktop de entrada hoje deve trazer um HD com pelos menos 320GB de espaço, embora sistemas de dimensões menores optem por discos rígidos de apenas 160GB. No extremo oposto, desktops topo de linha oferecem sistemas de storage com 2 terabytes (ou mais) montados em RAID para redundância (RAID 1) ou para proporcionar desempenho (RAID 0). Alguns modelos combinam HDs com discos de estado sólido (SSD, pela sigla em inglês).

Ao escolher um desktop, verifique as especificações para saber quantas baias internas de 2,5 polegadas existem para acomodar discos rígidos extra. PCs all-in-one e desktops compactos em geral acomodam apenas um HD. Mais baias significam capacidade de expansão futura, quer para melhorar o desempenho, quer para acomodar mais dados, ou ambos.

A maioria dos HDs vendidos atualmente são modelos Serial ATA-300, que trabalham a 7200 rpm. Na hora da compra, fique atento à velocidade em que o disco rígido trabalha. Equipamentos mais em conta costumam trazer discos que funcionam a 5400 rpm.

Economizar nesse quesito pode significar um equipamento que trabalhe mais lentamente do que você gostaria. Agora, caso queira algo realmente rápido, vale a pena dar uma olhada nos discos VelociRaptor, da Western Digital, que trabalham a 10000 rpm.

Uma opção para quem busca desempenho são os discos SSD. Comparado os discos rígidos tradicionais, este componente ainda apresenta um custo por gigabyte elevado, mas a velocidade de acesso aos dados é substancialmente maior.

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Rede
A banda larga ainda não é uma realidade em todos os lugares do Brasil. Para quem já conta com esse tipo de serviço sabe que a velocidade do acesso e seu desempenho variam de provedor para provedor e também em função da localização. Mas escolher as conexões de rede mais adequadas podem eliminar gargalos internos. E nesse caso, as opções são claras: com ou sem fio.

Todo computador vem hoje com uma conexão de rede cabeada (LAN) padrão Ethernet 10/100, mas já há fabricantes que entregam desktops com placas de rede gigabit Ethernet. Conectividade wireless é uma opção atraente para PCs pequenos ou mesmo equipamentos tudo-em-um ou minitorre. Caso não queira deixar seu computador ‘amarrado’ a uma rede cabeada, escolha dotar o desktop de uma placa de rede sem fio padrão 802.11 b/g/n.

comprar_desk_07Teclado e mouse
Eis dos dispositivos cruciais. Por isso, opte por modelos que atendam suas necessidades. Caso faça a compra do seu desktop pela internet, recomendamos não pagar por um upgrade destes componentes.

Em vez disso, saiba que poderá encontrar opções melhores e mais em conta em lojas de informática. Se não tem certeza do modelo que melhor se adequa à suas necessidades, escolha uma revenda que permita você experimentar tanto o mouse quanto o teclado antes da compra.

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Para PCs pequenos que serão usados para reproduzir mídia, considere adquirir um combinado de teclado e mouse sem fio – nesse caso, sera necessário plugar um receptor para eles em uma porta USB vazia no computador. Verifique se o teclado possui botões para acesso a funções de mídia; eles permitem acionar o playback, controlar o volume entre outras funções de modo simplificado.

No caso de PCs com gabinetes do tipo torre, é provável que queira um teclado grande o suficiente para acomodar o pad de teclas numéricas separadas.

Além disso, escolha equipamentos que forneçam boa ergonomia e que se acomodem bem em seu local de trabalho. Caso seja fã de jogos no PC, procure por teclado e mouse que ofereçam recursos para usar neles, como botões programáveis e iluminação backlit.

comprar_desk_08Armazenamento removível
O sistema operacional e mesmo os discos de recuperação (caso existam) virão em DVDs. Por isso, uma unidade óptica é muito bem-vinda. Caso seja adepto de mídias em alta definição, considere comprar uma unidade capaz de ler discos Blu-ray (o preço irá subir, claro). E se quiser tirar proveito da alta capacidade de armazenamento deste tipo de mídia, um gravador de discos Blu-ray será uma escolha e tanto.

Som
A placa de som integrada que acompanha as placas-mãe atuais suportam áudio com 5.1 canais. São boas o suficiente para a maior parte dos usuários, de forma que não será necessário gastar dinheiro em um sistema de som melhor para o PC.

Entretanto, uma placa de áudio dedicada irá melhorar a faixa dinâmica de arquivos de som que tenham sofrido compactação, podendo ainda adicionar efeitos de meio ambiente legais para jogos e também melhorar o desempenho geral quando se grava ou se faz mixagem de áudio.

comprar_desk_09PCs um pouco mais caros vêm com motherboards com audio de 7.1 canais. Caso esteja adquirindo um computador com placa gráfica integrada, procure por modelos capazes de suportar o processador Ion, da nVidia, que também traz audio de 7.1 canais.

Placas de som discreta de qualidade superior podem facilmente custar mais de 200 dólares e geralmente se destinam a profissionais criativos e gamers que exigem efeitos de audio 3D para jogar de forma competitiva.

Caso decida comprar uma placa de som desse tipo, assegure-se de haver um slot PCI ou PCI Express disponível na placa-mãe para acomodá-la. Você encontrará tais informações nas especificações do sistema.

Antes de bater o martelo e comprar uma placa de som, pesquise bem. É provável que encontre ofertas que incluem, além da placa, um conjunto de alto-falantes por preços interessantes.

Por falar em alto-falantes, saiba que estes são uma escolha pessoal e que deve ser combinada às dimensões do lugar onde serão instalados, o que pode limitar as opções disponíveis.

PCs tudo-em-um trazem speakers embutidos, mas sua qualiade costuma ser similar ao que costumamos ver notebooks – ou seja, os de melhor qualidade só fazem parte de sistemas consideravelmente mais caros.

Caso a qualidade do som não seja uma prioridade, os alto-falantes embutidos derão conta do recado. Mas se deseja usar seu PC all-in-one como fonte primária de mídia, recomendamos comprar alto-falantes destacados e um subwoofer também.

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